Minientrevista

André Heller - ex-jogador Trentino

iG Minas Gerais |

CBV/Divulgação
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Ex-jogador do Trentino, o brasileiro André Heller considera o time italiano um adversário complicado, mas acredita que os brasileiros do Sada Cruzeiro e os russos do Belogorie Belgorod estão em melhores condições de buscar o título nesta temporada. Recentemente aposentado das quadras, o campeão olímpico André Heller ainda mantém um carinho especial pela equipe do Trentino, na qual atuou de 2004 a 2007, logo após conquistar a medalha dourada nas Olimpíadas de Atenas, com a seleção brasileira. Amigo do presidente da equipe, Diego Mosna, o ex-central acredita que o grupo terá bastante dificuldade para enfrentar os russos e o Sada Cruzeiro. Uma das justificativas, segundo ele, é a crise financeira vivida pela Itália, que comprometeu os investimentos na modalidade, apesar de o campeonato nacional ainda ter um nível melhor que o brasileiro. André não teve passagens pelo voleibol russo, mas considera que, hoje, é o principal polo do esporte no mundo, tendo italianos e brasileiros como opções para ocupar o segundo lugar.

O que você se recorda de sua passagem pelo Trentino?

Foi uma passagem muito boa. Cheguei lá depois do título olímpico (com a seleção brasileira) nos jogos de 2004, e foi muito bacana. É um time muito bem estruturado, tem uma torcida mais que apaixonada, que também é muito exigente. Eu fiz certa amizade com o presidente, Diego Mosna, e mais do que isso, fiz amizade com toda a família.

No ano passado a equipe que veio para o Mundial havia sido renovada recentemente e não teve tanto sucesso. Agora, que estão mais entrosados, ficarão mais fortes?

É um ótimo time, mas não como aquele que ganhou o Mundial nos anos anteriores. Não vejo nessa equipe atual do Trentino, por exemplo, uma possibilidade de ganhar do Sada Cruzeiro. Mas é um ótimo grupo, que está se entrosando e, obviamente, o jogo contra os brasileiros será decidido dentro da quadra.

O vôlei italiano continua sendo o mais tradicional do mundo?

Não tenho vivência do campeonato russo, mas pelo que tenho acompanhado, em nível técnico, a Rússia superou. Houve a queda até pela crise econômica que a Itália vive. Nem para os brasileiros o mercado italiano está tão atraente, apesar de ser melhor que o do Brasil.

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