Reencontros e emoção

Leitores contam como conseguiram reencontrar entes queridos depois que escreveram para a coluna ‘Por onde anda’

iG Minas Gerais |

Elma (à dir.) encontrou a filha Giovana Moreira e o filho Jeferson com a ajuda do ‘Por onde anda’
Arquivo pessoal
Elma (à dir.) encontrou a filha Giovana Moreira e o filho Jeferson com a ajuda do ‘Por onde anda’

Mesmo com uma única pista sobre o paradeiro de sua mãe biológica, a vontade de reescrever sua história falou mais alto e levou a cobradora de ônibus Vanda Francisca Rosário, de 43 anos, a sair em busca de sua origem. Depois de se frustrar ao recorrer ao único parente que poderia lhe dar alguma esperança, Vanda não desistiu. Ela decidiu procurar o e foi a partir da coluna ” que o tão sonhado encontro aconteceu. Assim como ela, ao longo desses 12 anos de existência, o jornal já possibilitou vários reencontros.Super Notícia“Por onde anda

A cobradora foi levada para uma família adotiva logo que saiu do hospital e nunca teve nenhuma foto, história ou qualquer outra referência sobre a mulher que lhe deu à luz. A única coisa que ela sabia era o nome de um suposto tio, que foi quem lhe levou à nova família. Com isso, ela foi até Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte, e após percorrer vários lugares achou o familiar.

“Ele estava doente, tem Alzheimer e não se lembra de nada, nem do nome dela. Foi assim que um amigo me deu a ideia de enviar minha história para o . E depois disso foi muito rápido. Em mais ou menos 15 dias já estava em contato com a minha mãe”, conta a cobradora, emocionada. Super

Vanda não tem irmãos biológicos, mas já conheceu toda a nova família. A carta foi enviada no início de fevereiro e a resposta chegou no dia 18, quando uma prima fez o primeiro contato. Depois do reencontro, ela já fez outras visitas e pretende conviver mais com a família biológica. Agora, a busca de Vanda é pelo pai, mas ela ainda não sabe nada sobre o seu paradeiro.

Assim como a cobradora, uma outra família também passou pela mesma surpresa. Já sem esperanças e depois de anos de busca, Elma Geralda Moreira Rodrigues, de 55 anos, conseguiu localizar os dois filhos que ela havia perdido quando eles ainda eram crianças. O primeiro reencontro aconteceu em 2008, e o segundo, no início deste ano. “Nos dois casos aconteceu a mesma coisa. Não sabia mais o que fazer e nem aonde procurar, e recorri ao jornal. O anúncio saiu em um dia, e no seguinte já recebi as ligações. Nunca imaginei que fosse encontrar os meus dois filhos”, revela Elma.

Ela ainda era adolescente quando teve os dois primeiros filhos e, como não tinha condições e morou um tempo na rua, acabou perdendo ambos. Elma teve outros dez filhos, criou todos e agora está com a família completa.

“Tudo isso valeu a pena. Cresci a minha vida toda ouvindo a minha mãe chorar por causa desses meus irmãos. Vi ela sofrer muito com isso. Era importante para a família”, afirma Mirian Moreira Rodrigues, de 29 anos, uma das filhas de Elma.

A coluna ‘Por onde anda’ é publicada às terças e quintas-feiras, e os interessados em enviar suas histórias podem entrar em contato pelo e-mail panelaco@supernoticia.com.br 

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