Acervo é alvo de mapeamento

iG Minas Gerais |

Congonhas e Ouro Preto são os dois municípios onde estão as mais importantes obras de Aleijadinho. Contudo, em outros lugares espalhados pelo Estado podem ser encontradas criações relevantes do artista, mas que grande parte do público ainda desconhece. Em razão disso, uma das contribuições do programa comemorativo do bicentenário de Aleijadinho, ressaltado por Eliane Parreiras, secretária de Estado de Cultura, será justamente o mapeamento dos trabalhos do artista mineiro.

“Queremos identificar nas mais diversas igrejas a existência de peças produzidas por ele. Há um comissão que está colaborando nesse projeto e que conta com especialistas, como o promotor Marcos Paulo, que é responsável pela área de patrimônio cultural do Ministério Público”, conta Eliane Parreiras.

Angela Gutierrez, presidente do Instituto Cultural Flávio Gutierrez, que faz a gestão do Museu do Oratório, em Ouro Preto, e do Museu de Artes e Ofícios, em Belo Horizonte, também faz parte dessa comissão. Ela explica que serão percorridas regiões além daquelas onde Aleijadinho viveu ou trabalhou.

“Não vamos nos prender a esses locais mais conhecidos. O objetivo é organizar um levantamento de dados que nos permite perceber onde estão essas obras em Minas Gerias, mas todas deverão estar em espaços públicos”, detalha Gutierrez.

De acordo com Marcos Paulo, que há dez anos se dedica a recuperação de esculturas de arte sacra retiradas de seus lugares de origem e comercializadas ilegalmente, essa iniciativa será importante para as pessoas se conscientizarem da importância da preservação desse bens.

“É importante a percepção do valor desse patrimônio que é responsável por uma das páginas mais importantes da história da produção artística de Minas Gerais. As pessoas devem se apropriar disso para ajudarem no cuidado com obras que têm grande importância para a história da arte e para o dia a dia de várias comunidades” (CAS)

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