Trama ‘Geração Brasil’ discute a tecnologia

Novela da dupla Filipe Miguez e Izabel de Oliveira tem como mote a reção do ser humano com aparelhos tecnológicos

iG Minas Gerais |

Em tempos de diversidade de mídias e velocidade de informação, atrair a atenção do público tem sido uma tarefa árdua para as novelas. E o horário das sete, especificamente, é o que tem se mostrado o mais complicado ao longo dos anos.

O último folhetim a ultrapassar a meta de 30 pontos estipulada para a faixa foi “Cheias de Charme”, de 2012, escrita por Filipe Miguez e Izabel de Oliveira. Por isso, a Globo aposta na mesma dupla de autores para recuperar o ibope do horário com “Geração Brasil”, que estreia amanhã.

Apesar de ter como pano de fundo a tecnologia, a novela se escora em uma linguagem tão popular como a da saga das empreguetes. “A gente não levanta a bandeira da tecnologia. A gente discute as relações humanas a partir desse viés”, explica Filipe.

A história principal gira em torno de Jonas Marra, uma espécie de Steve Jobs brasileiro interpretado por Murilo Benício. O personagem deixou o Brasil para investir em seu sonho: desenvolver um computador de baixo custo e fácil acessibilidade. No Vale do Silício, nos Estados Unidos, construiu um conglomerado de tecnologia. Mas, depois de um tempo, resolve voltar a morar em seu país, onde conquistou uma legião de fãs. “O que acho mais interessante da novela é que vai interessar mesmo quem não entende de tecnologia porque tem muita história bacana”, derrama-se Murilo.

Manu, de Chandelly Braz, é uma das pessoas que querem conhecer Jonas. Formada em Engenharia da Computação, a jovem pernambucana vê na chegada do empresário a oportunidade de conseguir um emprego na Marra Brasil. “A maioria das mocinhas espera a história acontecer. No caso de ‘Geração Brasil’, minha personagem também ajuda a movimentar a trama. Ela é o elo entre os núcleos principais”, diz Chandelly.

Elenco semelhante

Boa parte dos atores de “Geração Brasil” integrou “Cheias de Charme”. Casos de Claudia Abreu, Taís Araújo, Ricardo Tozzi, Isabelle Drummond, a própria Chandelly e Humberto Carrão, entre outros.

Depois de uma estreia bem-sucedida como autores titulares, Filipe Miguez e Izabel de Oliveira optaram pelo caminho mais óbvio para a escalação do elenco de seu segundo folhetim. Mas defendem que os personagens de cada intérprete para quem escrevem novamente são diferentes agora.

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