Bem longe das repetições

Na nova trama das sete, ator vai contracenar com antigos parceiros, além de Chandelly Braz, sua namorada

iG Minas Gerais | anna bittencourt |

Vontade. Apesar de gostar muito de interpretar, Humberto Carrão revela que um de seus maiores desejos é dirigir
TV Globo/Divulgação
Vontade. Apesar de gostar muito de interpretar, Humberto Carrão revela que um de seus maiores desejos é dirigir

A experiência de repetir parceiros de cena poderia limitar o campo de atuação de Humberto Carrão. No entanto, o ator vai usar em “Geração Brasil” a sintonia já adquirida para dar vida ao nerd Davi. Na novela de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira, o ator faz – pela terceira vez – a dobradinha com Isabelle Drummond. Além disso, também se envolve com Manuela, personagem de Chandelly Braz, sua namorada na vida real. “É muito confortável estar nesse trio. Já nos conhecemos muito, então fica tudo mais fácil”, comemora. Além de Isabelle, Humberto contracenará novamente ao lado de nomes como Claudia Abreu, Taís Araújo e Titina Medeiros, que também estavam em “Cheias de Charme”, novela da dupla Filipe e Izabel exibida em 2012. “Esse reencontro vem para somar. São pessoas com quem amei trabalhar e não achei que a possibilidade de trabalhar de novo viesse tão rápido”, afirma. Natural do Rio de Janeiro, Humberto, hoje com 22 anos, começou sua carreira na TV com apenas 10, em “Bambuluá”. Mas foi em “Malhação”, em 2004, que teve mais reconhecimento e tomou gosto pelo ofício. “Fiz participações e testes desde os 8 anos. Quando era pequeno, pensava em ser executivo. Adorava pensar que podia ficar viajando de terno e gravata. Mas a paixão me levou para outros caminhos”, diz, aos risos. Apesar dos recorrentes papéis na TV, Humberto não abriu mão de estudar. O ator se formou em Cinema e afirma que almeja se tornar diretor. “Mas, se tivesse de escolher, acabaria ficando com a atuação mesmo”. “Geração Brasil” marca seu reencontro com os autores Izabel de Oliveira e Filipe Miguez e também repete um envolvimento amoroso de seu personagem com o da Isabelle Drummond. Como distanciar os papéis?

Apesar das semelhanças, é tudo bem diferente. O contexto é outro. Em “Cheias de Charme”, eu fazia um advogado, todo certinho. Agora, o Davi é um nerdzão. Até usa óculos, assim como eu (risos). Tem também uma questão de abandono familiar, mas a pegada é outra. O foco maior vai ser na ONG Plugar, na questão da inclusão social. As questões particulares dele são como um pano de fundo. Mas o passado dele envolve mistérios, isso eu posso falar. Então, como vai ser o Davi?

Ele chega na ONG Plugar através da Rita, personagem da Gisele Fróes. No início, ele é tímido, não fala, foi abandonado pela mãe. Por isso, ele acaba passando muito tempo na frente dos computadores. Em pouco tempo, ele aprende a executar diversas funções. Acaba conhecendo o Jonas Marra (Murilo Benício) e vira uma espécie de pupilo da mega empresa dele, a Marra. Bom moço, adotado, inteligente... Não parece uma descrição do Fabinho no final de “Sangue Bom”?

Não, é bem diferente. E eu acho importante diversificar, fazer outros tipos de personagem. Não ia querer fazer uma coisa parecida com o que acabei de fazer. Os valores são bem diferentes e o que eles objetivam também. Estou muito feliz com esse personagem. Nos meus últimos trabalhos na TV, pude mostrar minha versatilidade, o outro lado do meu trabalho e do que posso fazer. Além de ter uma equipe e elenco que você já conhece, o que mais chamou sua atenção no papel?

O Davi é focado na inclusão digital e social. E isso me atrai. Gosto dessa trajetória que mostra que é possível se dar bem quando você tem as ferramentas na mão. Os meus outros personagens também tiveram isso. Eram sempre caras humildes que conseguiam se dar bem através de trabalho e estudo. Acho que essa é uma imagem boa e que precisa ser passada. Por falar em trabalho e estudo, você se formou em Cinema. É um plano B?

Se tivesse de escolher, acho que acabaria como ator. Mas é a coisa que eu mais amo na minha vida. Tenho muita vontade de dirigir. Mas acho muito importante estudar. Faço diversos cursos de Filosofia, História da Arte, Mitologia... Acho que essas disciplinas ajudam a expandir a sensibilidade e é muito justo e interessante que o artista insista nessa abertura, para se conhecer mais e melhor.

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