Encontro de movimentos sociais termina com passeata em Belo Horizonte

Os manifestantes saíram do Colégio Municipal Marconi, no bairro Santo Agostinho e foram até a praça da Liberdade, passando pela praça da Assembleia e pela Raul Soares

iG Minas Gerais | Raquel Sodré |

O primeiro Encontro dos Atingidos por Megaeventos e Megaempreendimentos foi encerrado neste sábado (3) com uma passeata pelas ruas do centro de Belo Horizonte. O ato foi realizado pela Articulação Nacional de Comitês Populares da Copa (Ancop), que desde a última quinta-feira (1º) se reúnem para discutir os impactos do evento no país.

Os manifestantes saíram do Colégio Municipal Marconi, no bairro Santo Agostinho, na região Centro-Sul da capital, e foram até a praça da Liberdade, passando pela praça da Assembleia e pela Raul Soares. O trajeto, realizado de forma tranquila, foi acompanhado por viaturas da polícia, que controlaram o trânsito para que os manifestantes pudessem percorrer seu caminho.

Segundo os organizadores do encontro, foram cadastradas mais de 600 pessoas durante os três dias de evento. No entanto, esse número pode ser maior, já que muitos participavam das atividades sem terem sido cadastrados. “Esses foram dias muito intensos de debate entre atingidos pela Copa do Brasil inteiro. Foi uma oportunidade de eles se conhecerem, reconhecerem uns nos outros com a mesma luta”, analisa Isabella Gonçalves Miranda, membro do Comitê Popular dos Atingidos pela Copa (Copac) e uma das organizadoras do encontro.

Durante os três dias de evento foi elaborada uma carta de denúncia endereçada à população. O documento traz, dentre outras informações, denúncias referentes a moradia e aos trabalhadores ambulantes e catadores de recicláveis, além de alertar para o perigo de um potencial aumento do turismo sexual em cidades como Fortaleza e Recife, que já sofrem com esse tipo de prática. “Nós não somos contra a Copa. Gostamos e jogamos futebol, somos apaixonados. Somos contra a Copa da forma como a Fifa realiza, violando a soberania nacional e pisando nos direitos das pessoas”, declara Isabella.

Animação

Um dos traços marcantes da passeata foi o bom humor dos manifestantes. Além dos gritos de protestos usuais contra a Copa, paródias de sucessos atuais das rádios também animaram o caminho do pessoal. “ Queima, queima, queima, queima o Fuleco”, dizia a letra da paródia de “Lepo lepo”. Os manifestantes também levavam instrumentos para acompanhar o bem-humorado protesto. 

 

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