Dilma, Foster e sindicalista adotam tom de campanha e atacam tucanos

Durante inauguração da fábrica de fertilizantes nitrogenados da Petrobras no Triângulo Mineiro, discursos lembraram gestão de FHC à frente da estatal

iG Minas Gerais | TÂMARA TEIXEIRA E GUILHERME COSTA REIS |

POLITICA - UBERABA MG - 3.5.2014 - Lancamento da pedra fundamental de fabrica de fertilizantes, em Uberaba MG. Na foto, a presidente da Petrobras Maria das Gracas Foster, o ministro de Minas e Energia do Brasil, Edison Lobao e a presidente do Brasil, Dilma Rousseff em em Uberaba MG.
Foto: Douglas Magno / O Tempo
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POLITICA - UBERABA MG - 3.5.2014 - Lancamento da pedra fundamental de fabrica de fertilizantes, em Uberaba MG. Na foto, a presidente da Petrobras Maria das Gracas Foster, o ministro de Minas e Energia do Brasil, Edison Lobao e a presidente do Brasil, Dilma Rousseff em em Uberaba MG. Foto: Douglas Magno / O Tempo

Durante a inauguração da fábrica de fertilizantes nitrogenados da Petrobras, em Uberaba, no Triângulo Mineiro, a presidente Dilma Rousseff, a presidente da Petrobras, Graça Foster, e sindicalistas atacaram a oposição e a gestão da empresa no mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Sem citar os escândalos envolvendo a estatal, defenderam sua “grandeza”.

O discurso do diretor do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais, Leopoldino Martins, deu tom de campanha ao evento e atacou a gestão tucana. Em quase dez minutos, ele fez o discurso dos sonhos da petista. “FHC abriu a agenda neo-liberal e a empresa foi esquartejada. Tentaram mudar o seu nome para Petrobrax. Durante o governo Lula, a Petrobras voltou a ser uma empresa dos brasileiros, para os brasileiros. Foi iniciada a exploração do Pre-Sal. Hoje no governo Dilma, temos uma empresa forte poderosa e com grande capacidade tecnológica”, afirmou.

Martins defendeu a empresa alvo de denúncias. “Temos problemas, sim, mas eles são analisados e resolvidos com a mesma dedicação e competência que no dia a dia os petroleiros se fazem por sua força de trabalho. Quando vemos os algozes de ontem se declarando defensores da Petrobras, sabemos que estão mentindo e enganando o povo”, disse, num recado direto à oposição. “A Petrobras não pode ser usada como peão na mesa de xadrez em disputas eleitorais. Quem sairá perdendo somos nós, os petroleiros e todos os brasileiros. A Petrobras é a empresa do Brasil. Mexeu com ela, mexeu com o povo brasileiro”, finalizou, recebendo muitos aplausos.

O ministro Edison Lobão também adotou tom mais político. “A Petrobras é vítima de uma minoria que fala mal dela. Mas ela trabalha pelo país e por eles também”, afirmou. A presidente da estatal foi menos incisiva e disse que “há 14 anos, estaríamos vendendo as fábricas de fertilizantes e diminuindo o tamanho da empresa”.

Já Dilma mostrou números e criticou a sugestão de FHC de mudar o nome da empresa. “É inadmissível ficar querendo vender a Petrobras e mudar o nome dela”, disse. Segundo a petista, desde 2002, o valor da empresa saltou de US$ 15,5 bilhões para US$ 94 bilhões.