Observadores internacionais são libertados na Ucrânia

Observadores, quatro alemães, um dinamarquês, um polonês e um tcheco, são ligados à Organização pela Segurança e Cooperação na Europa (OSCE, na sigla em inglês)

iG Minas Gerais | Da Redação |

Sete observadores militares internacionais capturados há oito dias na Ucrânia por rebeldes separatistas foram libertados neste sábado.

Cinco autoridades autoridades ucranianas que estavam presas com o grupo também foram soltas. Os observadores, quatro alemães, um dinamarquês, um polonês e um tcheco, são ligados à Organização pela Segurança e Cooperação na Europa (OSCE, na sigla em inglês). Eles haviam sido capturados por separatistas pró-Rússia na cidade de Sloviansk, no leste do país, e teriam sido libertados "sem condições".

Tanto a OSCE quanto Vyacheslav Ponomaryov, um dos líderes dos insurgentes, confirmaram a libertação. "Como lhes havia prometido, nós celebramos meu aniversário e logo depois eles partiram. Como disse, eles foram meus convidados", afirmou Ponomaryov.

Na sexta-feira, a Rússia havia enviado o mediador Vladmir Lukin para para negociar a libertação do grupo. Neste sábado, ele disse esperar que o "ato voluntário e de boa vontade" por parte dos separatistas seja retribuído pelo governo interino em Kiev. "Eu gostaria muito que as ações militares terminassem", acrescentou. Dmitry Peskov, porta-voz do presidente russo Vladimir Putin, disse que "a partir de agora a Rússia praticamente perdeu sua influência (sobre os separatistas) porque será impossível convencê-los a depor as armas quando eles enfrentam ameaça direta contra suas vidas". Um dos observadores libertados, o alemão Axel Schneider, disse à agência de notícias Associated Press que o grupo manteve uma "atitude correta" durante os dias em que ficou capturado e que isso lhes deu força para lidar com a a situação. Ele ainda disse que o grupo foi bem tratado considerando o que ele chamou de "situação miserável".

Líderes ocidentais vinham criticando a ação dos separatistas. Na sexta-feira, o presidente americano, Barack Obama, havia pedido a libertação dos observadores, dizendo que sua captura era "indesculpável" e "vergonhosa".

Os homens não fazem parte da principal missão da OSCE, que foi acordada após longas negociações entre Rússia, Ucrânia e os Estados Unidos. Enquanto isso, o governo ucraniano deu início a um novo dia de operações militares para tentar retomar o controle de cidades no leste do país. O ministro do Interior, Arsen Avakov, disse que a ofensiva continuou logo após o amanhecer e que forças ucranianas teriam tomado a torre de uma TV em Kramatorsk, a 17 quilômetros de Sloviansk, bastião dos separatistas. "Não vamos parar", disse Avakov em sua página no Facebook.

A operação acontece um dia depois de ações violentas que culminaram em dezenas de mortes em diferentes partes do país.Em Odessa, no sudoeste, ao menos 36 pessoas morreram no incêndio de um prédio onde funciona a sede de um sindicato. Segundo autoridades, algumas vítimas foram sufocadas pela fumaça enquanto outras morreram ao pular do alto do prédio. De acordo com testemunhas, militantes pró-Rússia haviam se isolado com barricadas dentro do edifício e atiravam contra a multidão na rua quando coquetéis molotov lançados contra o prédio o puseram em chamas.

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