“O que pode ser feito é esclarecer o mais rápido possível”

Luciana Andrade Gomes Analista de mídias sociais e professora da UNA

iG Minas Gerais | Larissa Arantes |

As campanhas publicitárias que alertam sobre as falsas notícias são as melhores formas de evitar que as mentiras se espalhem na internet?

Esse tipo de boato na internet é um problema porque não tem como brecar o processo de compartilhamento depois de já ter caído nas redes sociais. Hoje, se um amigo posta uma notícia que parece interessante, a pessoa compartilha também sem preocupação de buscar a veracidade da informação.

Qual a melhor forma de tratar esse tipo de boato na internet?

O que pode ser feito é esclarecer o mais rápido possível se aquilo é mentira. Esse tipo de campanha como a que está sendo feita pelo Congresso é válida, mas a explicação tem que ser rápida. Por isso, é importante que as empresas e até mesmo as pessoas físicas tenham uma equipe ou um responsável pelo gerenciamento de crise nesses momentos. É fundamental não fingir que nada está acontecendo.

Existe um exemplo do que seguir ou não nesses momentos?

Um exemplo para não seguir seria o caso do boato do Bolsa Família do ano passado (de que não seria pago aos beneficiários). O transtorno foi enorme. Mas o governo falhou ao demorar demais a responder e explicar o que de fato havia ocorrido.

Qual é a melhor abordagem para esse tipo de campanha?

A campanha institucional não pode ser distante da realidade das pessoas, tem que dialogar de forma próxima. 

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