Congresso é alvo de boataria

Notícias falsas se tornam ‘virais’ na internet e motivam campanha promovida pelo Senado

iG Minas Gerais | Larissa Arantes |

Mentira.Um dos mais recentes boatos na rede foi a criação da chamada “bolsa-prostituta”
Sergio Amaral/O Tempo
Mentira.Um dos mais recentes boatos na rede foi a criação da chamada “bolsa-prostituta”

As pessoas utilizam, cada vez mais, as redes sociais como fonte de informação e acabam compartilhando notícias que nem sempre são verdadeiras. No rol das várias mentiras contadas na internet, nem o Congresso Nacional escapa. Fim do 13° salário e até mesmo a invalidação da Lei da Ficha Limpa pelos parlamentares são exemplos dos boatos espalhados e compartilhados na rede.  

Tanta repercussão de informações sem qualquer fundo de verdade obrigou o Congresso Nacional a fazer uma campanha contra as falsas notícias. Lançada pelo Senado neste ano e intensificada principalmente no Facebook, a peça publicitária orienta as pessoas a acessarem o site oficial da Casa para confirmar se as informações espalhadas via internet são, de fato, verdadeiras. “Cuidado com a notícia falsa”, alerta o banner.

Um dos boatos mais recentes e que mais geraram polêmica foi o de que o Senado estava perto de aprovar um projeto de lei que previa uma “bolsa-prostituta”, no valor de R$ 2.000 mensais. A origem da mentira passou a ser investigada pela Polícia Legislativa e pela Polícia Federal (PF). A falsa notícia, que circulou pela primeira vez em maio do ano passado, dizia ainda que o projeto era de autoria da senadora Ana Rita (PT-ES).

“As redes sociais são importantes, mas é preciso ter responsabilidade para não emitir informações falsas”, avaliou a senadora. A petista contou ainda que a onda de boatos prejudicou seu mandato por ter passada “uma imagem errada” do trabalho dela no Senado. “Minha equipe ficou por vários dias dedicada à responder aos e-mails que chegavam questionando a proposta e procurar os veículos de imprensa que reproduziram a notícia para dizer que não era verdade”, conta a parlamentar.

A senadora contou que o trabalho conjunto da PF e da Polícia Legislativa identificou o site que deu origem à falsa notícia, e ele foi retirado do ar. Mas ela acredita que o trabalho tem que ir além. “Não é só o autor da primeira notícia que tem ser penalizado”, concluiu. Ana atribuiu o ocorrido a uma “retaliação” ao seu trabalho à frente da Comissão de Direito Humanos do Senado.

Alerta. Analista de mídias sociais e professora da faculdade Una, Luciana Andrade Gomes destaca que é preciso agir rápido nesses casos. “É um problema porque não tem como brecar a divulgação da notícia depois de compartilhada nas redes sociais”, explicou.

Luciana avalia ser necessária a realização de campanhas educativas, mas o “gerenciamento de crise” é fundamental nesses momentos. “A resposta tem que ser rápida”, resumiu.

Recorrência

Dificuldade. A senadora Ana Rita (PT-ES) relatou que o boato sobre a “bolsa-prostituta” não foi o primeiro relacionando seu nome e que já sofreu ameaças por conta das falsas notícias.

Intriga e mentira Negativo. Não só o Congresso Nacional é alvo de falsas notícias, mas também os partidos políticos. Falsidade. Nos últimos dias, circulou no Facebook uma imagem com vários artistas que morreram por overdose. No fim, a falsa notícia informava que o PT era o partido responsável por permitir plantações de maconha em Pernambuco. Via celular. Além das redes sociais, o WhatsApp também tem sido um meio de disseminação de falsas informações. Avanço. Também recentemente passou a circular uma mensagem de que o governo federal havia aprovado uma lei que determinava estacionamento gratuito em shoppings, mas que o cliente é que devia pedir no caixa, pois os centros de compras estavam escondendo a informação.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave