Anvisa reprova 15% dos bares

Foram avaliados 2.172 estabelecimentos em 11 cidades que terão jogos e em outras 13

iG Minas Gerais |

Sem bebida. 
Ruas do entorno do Maracanã serão isoladas e bares, proibidos de vender cerveja
Ernesto Carriço
Sem bebida. Ruas do entorno do Maracanã serão isoladas e bares, proibidos de vender cerveja

Brasília. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apresentou nessa sexta os primeiros resultados do projeto piloto para classificação de bares e restaurantes e lanchonetes, voltado para a Copa do Mundo: dos 2.172 estabelecimentos que participaram da iniciativa, 15,6% tiveram um número de falhas considerado superior ao padrão mínimo desejado.  

Dos municípios que vão sediar a Copa, 11 participaram da iniciativa – Salvador não está na avaliação. Outras 13 cidades que não estão na Copa também participam do trabalho. Aeroportos próximos das cidades sede foram incluídos na avaliação.

“A intenção do primeiro projeto não foi punir, mas preparar os estabelecimentos para o atendimento adequado. Nosso objetivo não é fechar os estabelecimentos, mas torná-los adequados à segurança”, afirmou o diretor da Anvisa, Ivo Bucaresky. O projeto é inspirado em iniciativas desenvolvidas em outras cidades do mundo, como Nova York e Los Angeles. Ele classifica os estabelecimentos em 3 categorias. A nota A é a melhor pontuação, concedida para estabelecimentos que cometeram poucas falhas.

Na primeira etapa, 20% foram enquadrados nessa categoria. A nota B, é dada para aqueles que cometem mais falhas que os do grupo A, mas com impacto não relevante para saúde. Essa classificação foi dada para 40% dos estabelecimentos como B. No grupo C, com menor pontuação, mas com qualidade considerada ainda aceitável, foram incluídos 24,4% dos estabelecimentos.

“Todos restaurantes, lanchonetes e bares com classificações A, B ou C são seguros para o consumidor, com condição sanitária satisfatória. Os restaurantes que não atingiram o padrão mínimo, chamados “pendentes”, foram autuados e obrigados a reparar as falhas.

A pior situação encontrada pelos fiscais da vigilância sanitária foi em Olinda: 44,4% dos estabelecimentos da cidade não conseguiram atingir o padrão mínimo de qualidade. Eles estão em processo administrativo – e parte pode ter sido fechada. Em seguida, vem a cidade de Jaboatão do Guararapes, onde a pendência foi registrada em 41,37% dos estabelecimentos. Cuiabá tem a terceira pior classificação: 41% de pendência. A melhor situação foi encontrada em Gramado, com 77,4% de estabelecimentos com a melhor nota. Em São Paulo, 39% dos estabelecimentos de alimentação foram classificados como A; 54,6% receberam nota B; e 6,4%, nota C. Do total, 0,9% não conseguiram atingir o padrão mínimo. No Aeroporto de Guarulhos, 79,07% foram classificados com nota A; outros 18,6% com nota B e 2,3% foram incluídos na categoria C - nenhum foi classificado como pendente.

Brasília

Capital. Dos estabelecimentos analisados na cidade, 16,5% foram classificados como pendentes. No aeroporto da capital do país, 5,26% foram considerados com número de falhas superior ao tolerado.

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