Homenagem em duas rodas

Marca italiana Ducati volta a batizar modelo em tributo ao piloto brasileiro Ayrton Senna

iG Minas Gerais | Da redação |

Ducati 1199 Panigale S Senna tem 195 cv de potência e 13,7 kgfm de torque
Ducati/Divulgação
Ducati 1199 Panigale S Senna tem 195 cv de potência e 13,7 kgfm de torque

Ayrton Senna é um sinônimo de velocidade, reconhecido nos mais diversos países do mundo. Assim, parece natural que a Ducati, marca italiana de motocicletas, associe o nome do piloto a um modelo superesportivo. No mesmo mês em que o Brasil relembra os 20 anos da morte do tricampeão de Fórmula 1, chega ao mercado a 1199 Panigale S Senna. O modelo é uma derivação da homônima 1199 Panigale, mas traz visual exclusivo, com as tradicionais cores cinza e vermelha que já tingiram outras motos que a Ducati lançou em homenagem a Senna.

Para fazer jus ao sobrenome Senna, a superbike proporciona alto desempenho, graças a um poderoso motor de dois cilindros em linha com 1199 cm³, capaz de gerar 195 cv de potência a 10.750 rpm e 13,7 kgfm de torque a 9.000 rpm. O propulsor ainda traz acelerador eletrônico e três programas de mapeamento para a injeção de combustível. No fim das contas, a potência é maior que o próprio peso da moto, que fica em apenas 166 kg.

O conjunto mecânico é complementado por suspensões totalmente ajustáveis eletronicamente, com a assinatura da marca Öhlins , rodas de 17 polegadas, por sua vez, são fornecidas pela também italiana Marchesini. Para domar toda essa fúria na pista, o piloto conta com o auxílio dos freios com discos perfurados nas duas rodas com ABS, com controle de tração e com um sistema de escorregamento da embreagem, que impede o travamento em reduções de marcha radicais.

A construção da 1199 Panigale S Senna é igualmente sofisticada. O quadro é confeccionado em alumínio, ao passo que os paralamas e as proteções monobraço são feitos à base de fibra de carbono, dois materiais que colaboram de modo crucial para manter a motocicleta leve.

Exclusividade

A 1199 Panigale S Senna é exclusiva para o mercado brasileiro e não será comercializada em outros países. A produção é limitada a 161 unidades, mesmo número de corridas que Ayrton Senna disputou na Fórmula 1. A unidade de número 1 será exibida na próxima edição do Salão das Duas Rodas, que será realizado entre os dias 8 e 13 de outubro deste ano no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo (SP).

O preço da motocicleta feita em homenagem ao tricampeão brasilero é proporcional à sua exclusividade: R$ 100 mil. Segundo a Ducati, parte do lucro proveniente das vendas do modelo serão revertidas ao Instituto Ayrton Senna.

Terceira da dinastia

Lançar motos em homenagem a Ayrton Senna não constitui uma novidade para a Ducati. Em 1995, a marca italiana lançou a 916 Senna, que fez sucesso e permaneceu no mercado até 1998. Pouco depois, em 1999, a marca lançou a 996 Senna, que foi produzida apenas durante aquele ano. A pintura em cinza e vermelho foi escolhida pelo próprio piloto, que ajudou no desenvolvimento da 916. As duas superbikes que receberam o sobrenome de Senna marcaram época, a ponto de permanecerem sendo cobiçadas até os dias de hoje.

Entusiasta da velocidade, Ayrton Senna chegou a ter duas motos Ducati – uma Monster 900 e uma Desmo 851 – para seu uso pessoal. Mas a empresa não foi a única a homenagear o tricampeão: a MV Agusta foi outra a lançar modelos com o mítico sobrenome do piloto brasileiro, também em duas ocasiões: em 2002, com a F4 750 Senna, e em 2006, com a F4 1.000 Senna. Ironicamente, as duas marcas são italianas e competem diretamente no segmento de motos esportivas.

Além de motocicletas, Ayrton Senna já “assinou” diversos outros produtos, como óculos escuros e relógios da marca suíça Tag Hauer. Mas um dos casos mais curiosos é o de uma linha de bicicletas da italiana Carraro: Senna negociou pessoalmente com a empresa e esteve presente no lançamento dos três primeiros modelos de bikes com seu nome, que ocorreu dias antes do trágico acidente em Ímola.

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