Fortaleza, salinas e plantações

Entre Cusco e Machu Picchu há vários locais de visitação e, ainda, se observa a vocação dos locais para o cultivo da batata

iG Minas Gerais | Cristina Massari |

Saqsaywamán: Fortaleza Inca nos arredores de Cusco
Cristina Massari/Agência O Globo
Saqsaywamán: Fortaleza Inca nos arredores de Cusco

Saindo de Cusco rumo a Machu Picchu, há paradas que valem a esticada. Cada lugar mostra um pouco da cultura andina. A dois quilômetros de Cusco, Saqsaywamán é uma fortaleza formada por séries de pedras – cortadas, transportadas e unidas a mão (milhares, segundo se acredita, entre 1431 e 1508), posteriormente destruída pela chegada dos espanhóis que quiseram erguer ali uma catedral.

É neste passeio que se tem uma vista deslumbrante de Cusco, do alto, com seu traçado urbano e telhados cor de terra. Quem quiser explorar ainda mais os arredores da cidade, encontra outros sítios arqueológicos: Qenko (conjunto religioso para cerimônias de culto à fertilidade, a três quilômetros de Cusco); Puca Pucará (posto de controle e alojamento para a comitiva do imperador inca, a sete quilômetros), e Tambomachay (hospedagem inca, a oito quilômetros).

E outros locais imperdíveis, já próximos do Vale Sagrado, é a salineira de Maras e o sítio arqueológico Moray. A paisagem é deslumbrante, dominada pelas montanhas de Urubamba, habitadas por carneiros, alpacas e outros animais típicos da região. Moray, com seus círculos talhados na montanha, é um dos sítios arqueológicos que exemplificam as técnicas de cultivo avançadas da civilização pré-colombiana.

Já o Parque de la Papa, numa área que varia de 3.200 a 5 mil metros de altitude, é considerado ideal para o cultivo das batatas e chegando lá, o visitante se dá conta da diversidade agrícola do Peru.

Batatas

Na região do Parque de la Papa há uma infinidade de cultivo de batatas de diferentes cores, tamanhos, texturas e sabores. Isso é apenas uma amostra do que as montanhas dos Andes que se agigantam à nossa frente são capazes de produzir.

Espécies

A área do parque tem cinco comunidades que reúnem seis mil habitantes que dividem o trabalho para o cultivo de mais de mil espécies de batatas, entre nativas e variedades repatriadas, além das batatas silvestres. Em toda a região dos Andes peruanos, são 2.300 tipos nativos.

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