Dirceu planejou greve de fome

iG Minas Gerais |

Pessoas próximas a Dirceu afirmam que Lula virou as costas para ele
MARIO ÂNGELO/EST. CONTEÚDO - 15.11.2013
Pessoas próximas a Dirceu afirmam que Lula virou as costas para ele

Brasília. O ex-ministro José Dirceu, condenado no julgamento do mensalão, e apoiadores do lado de fora do Complexo Penitenciário da Papuda cogitam uma série de ações caso o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, decida não autorizá-lo a trabalhar. Segundo o jornal “Folha de S.Paulo”, Dirceu chegou até a cogitar uma medida extrema: fazer greve de fome. Pessoas próximas ao petista pensaram em uma data, por volta de 20 de maio, como possível início da abstinência alimentar.  

Do presídio, porém, Dirceu aproveitou o dia de visitas na última quarta-feira para descartar, por meio de intermediário, essa possibilidade. Há cerca de 15 dias, pessoas de sua confiança indicaram essa disposição em conversas reservadas.

O assunto, porém, deveria ser mantido em sigilo por duas razões: não se tratava de uma decisão tomada e, poderia, segundo aliados, provocar um efeito inverso em Joaquim Barbosa, fazendo com que custasse ainda mais a despachar sua decisão, ou simplesmente, levando-o a recusar o pedido.

Conselheiros do ex-ministro argumentaram ainda que, aos 68 anos e com problemas de pressão, não seria recomendável a Dirceu fazer greve de fome.

Caso a autorização não saia, há outra alternativa em estudo: uma campanha internacional, com mobilização de simpatizantes pelo Brasil, inclusive nas redes sociais, e representações em organismos internacionais para argumentar que Dirceu tem sido mantido injustamente em regime fechado.

Todos os condenados no julgamento com direito a regime semiaberto já obtiveram autorização para trabalhar fora da prisão, menos Dirceu.

Conforme integrantes do governo, a mais “perigosa” dentre as reações considerada seria dirigida a Lula. Nos bastidores, muitos apoiam ações para expor o ex-presidente e pressioná-lo a defender o correligionário. Só não agiram ainda de forma organizada até agora porque não tiveram o aval do ex-ministro.

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