Separatistas atacam promotoria e elevam tensão na Ucrânia

Dez mil pessoas participaram da manifestação pró-Rússia

iG Minas Gerais |


Confronto.
 
Multidão lançou pedras contra os policiais, que responderam com bombas de efeito moral
Evgeniy Maloletka
Confronto. Multidão lançou pedras contra os policiais, que responderam com bombas de efeito moral

Donetsk, Ucrânia. Trezentos manifestantes pró-russos atacaram nessa quinta a sede do Ministério Público regional em Donetsk, no leste da Ucrânia, onde a insurreição pró-russa estende seu controle.

A multidão em Donetsk lançou pedras contra o edifício e uma centena de policiais antidistúrbios que defendiam o local responderam com bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo. Os manifestantes desarmaram os policiais ao grito de “fascistas!”. Ao menos quatro policiais que protegiam o edifício ficaram feridos, observaram os jornalistas da agência France Presse.

O ataque ocorreu ao fim de uma manifestação pró-russa de 10 mil pessoas em Donetsk, cidade de 1 milhão de habitantes reivindicada pelos separatistas como “a república de Donets”.

Após dias de negociações infrutíferas, a chefe do governo alemão, Angela Merkel, pediu ao presidente russo, Vladimir Putin, que ajude na libertação dos membros da Organização para a Segurança e a Cooperação Europeia (OSCE) sequestrados por pró-russos em Slaviansk, no sudeste do pais.

Os dois líderes conversaram por telefone, e Putin insistiu na necessidade de que Kiev “retire as unidades militares das regiões do sudeste da Ucrânia”, e de que um diálogo nacional seja aberto no país.

Manifestações. Nos dois países, os tradicionais desfiles do Dia dos Trabalhadores deram lugar a manifestações. Em Kiev, cerca de 3.000 pessoas gritaram slogans a favor da unidade da Ucrânia, enquanto 100 mil marcharam em apoio a Putin na praça Vermelha, em Moscou.

Presidente interino reintroduz o serviço militar obrigatório kiev, Ucrânia. A Ucrânia reintroduziu nessa quinta o serviço militar, suprimido há apenas um ano, diante da degradação da situação no leste do país, onde o governo enfrenta uma insurreição armada pró-russa. O presidente interino, Olexander Turchynov, assinou o decreto que entrou em vigor imediatamente “levando-se em conta a degradação da situação no leste e no sul..., o aumento das unidades armadas pró-russas, a tomada de controle ou o bloqueio das administrações públicas, de unidades militares, das comunicações e dos transportes nas regiões de Donetsk e Lugansk”, segundo um comunicado da presidência. “Isso atenta contra a integridade territorial do país”, acrescentou a presidência. O serviço militar afetará os homens de 18 a 25 anos, com exceção dos que tiverem direito a uma isenção. O conflito reflete uma divisão interna do país, que se tornou independente de Moscou com o colapso da União Soviética, em 1991.

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