Cresce consumo de energéticos entre os jovens

Se ingerida em excesso ou com álcool, bebida pode causar até paradas cardíacas e levar à morte

iG Minas Gerais | Da Redação |

Irmão de Mc Gui pode ter sido vítima do excesso de energético
Reprodução Twitter
Irmão de Mc Gui pode ter sido vítima do excesso de energético

Casos de complicações ligadas ao consumo de energético associado a bebidas alcoólicas têm sido cada vez mais frequentes. As discussões sobre o tema voltam à tona com o caso da morte de Gustavo Castanheira, 17 anos. O irmão do funkeiro Mc Gui teve uma parada cardíaca em um churrasco no último dia 21. Tudo leva a crer que o ocorrido se deu em função da quantidade de bebidas energéticas que o garoto consumiu.

Em 2013, um relatório americano apontou aumento no número de atendimentos nos prontos-socorros a jovens com complicações ligadas á ingestão exagerada das bebidas. De acordo com o material, o número de casos dobrou entre 2007 e 2011, principalmente entre jovens de 18 e 25 anos.

Segundo o cardiologista Fernando Augusto Alves da Costa, da Beneficência Portuguesa de São Paulo, as bebidas energéticas são compostas por substâncias com poder de excitação cardíaca, como cafeína, taurina e ginseng e, quando aliadas às bebidas alcoólicas, a mistura pode ser fatal. “Quando misturadas, a bebida eleva a frequência cardíaca, podendo causar arritmia cardíaca”, explica o especialista.

Para quem é pré-disposto a doenças cardíacas, o cuidado com os energéticos precisa ser redobrado, já que aliada à ansiedade e altas taxas de estresse, a mistura com o álcool pode ser letal. Segundo especialistas, a cafeína é uma das substâncias mais prejudiciais do energético. Estima-se que uma lata de energético equivale a três xícaras de café.

Como algumas complicações cardíacas não apresentam sintomas e não possuem diagnóstico simples, é necessária uma consciência por parte da população sobre o tema. O cardiologista alerta: “os lugares que vendem a bebida precisam estar preparados para atender vítimas da ingestão indevida da mistura, pois o primeiro atendimento é primordial para reverter o quadro”, afirma.

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