Competência ou sorte?

iG Minas Gerais |

Nem um nem outro. Os dois. Competência para o sociólogo francês Phillippe Zarifian é tomar iniciativa e assumir a responsabilidade diante das situações profissionais com as quais nos deparamos. Consiste em um entendimento prático de situações, que se apoia em conhecimentos adquiridos e os transforma à medida que aumenta a diversidade de situações. Já a sorte, segundo o clássico dicionário Noah Webster, é uma força sem propósito, imprevisível e incontrolável, que modela eventos de forma favorável ou não para determinado indivíduo, grupo ou causa. As duas definições se encaixam muito bem no mundo do futebol. Não existe time campeão sem competência e sorte. Um depende diretamente do outro. Ao chutar uma bola para o gol, o jogador tem que ser incompetente para acertar a trave, já que ele treina e o objetivo é acertar o gol, mas vai precisar de sorte para a bola bater na trave e entrar. Se bate na trave e sai, é falta de sorte de quem chutou e sorte do goleiro. Nos 15 minutos iniciais do jogo contra o Cerro Porteño, o Cruzeiro teve sorte em não levar gol, mas depois, usou de toda sua competência para equilibrar o jogo e vencer o adversário com méritos. Em 2013, o Atlético teve a sorte aliada à competência para conquistar a América.

Capacidade. O Cruzeiro está no mesmo caminho. Se vai chegar lá ninguém sabe. Como faltam três adversários e seis jogos, vai precisar mais de competência do que da sorte. A fé é importante e não costuma falhar, como diz o poeta, mas a sorte está sempre de braços dados com a competência, por isso, é bom treinar e muito para não depender só da sorte.

Atlético. Como escrevi esta coluna na tarde de ontem, não sei o que aconteceu no jogo entre Atlético e Atlético Nacional de Medellin à noite. Como já disse em outras oportunidades, o time não é tão bom como o do ano passado, mas tem futebol para superar os colombianos. Se estiver inspirado e for competente para colocar em prática tudo que sabe, vence. Sem esquecer da sorte.

Uberlândia. Difícil entender o que acontece na grande e próspera Uberlândia. O time da terra não decola, e a população parece não ligar para o futebol. Cruzeiro e Atlético não atraem público para o Parque do Sabiá. Dizem que a turma do Triângulo gosta mais dos times paulistas. Só que eles também vão jogar lá e nada de torcida.

América. A semana foi de aniversário de 102 anos do América Futebol Clube. Glorioso no passado e esperançoso no futuro, o Coelho, que já foi de muitos, hoje é só daqueles que sabem amar uma paixão vinda do berço ou não. Muitos times vivem de títulos, alguns poucos vivem de amor pelas cores que dão brilho e sentido à vida. Força América.

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