Sindicato reforça a luta por melhorias

iG Minas Gerais |

O 1º de Maio é uma data para os trabalhadores comemorarem suas conquistas, mas é acima de tudo um dia de luta da classe trabalhadora do Brasil. Tal como acontece todo ano, a praça da Cemig, mais uma vez, foi tomada por centenas de pessoas que, além de celebrarem a data, aproveitaram o espaço para se manifestar.

Tanto a missa quanto as manifestações, que acontecem há 38 anos no mesmo local, surgiram como protestos organizados pelos movimentos sociais de Minas Gerais, entre eles o Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem, que sempre ergue a bandeira contra a ditadura militar e o arrocho salarial. “Essas manifestações significavam uma afronta à ditadura, pois naquela época o trabalhador não podia se manifestar. A atividade passou a ser realizada todo ano e em pouco tempo se transformou no principal palco de resistência dos trabalhadores da região metropolitana de Belo Horizonte”, explicou Geraldo Valgas, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem e região.

O principal grito nas manifestações pelo Dia do Trabalhador deste ano foi o de “Ditadura Nunca Mais!”. Em 2014, o golpe militar que implantou o terror e o silêncio no Brasil completa 50 anos.

Muita gente não sabe, mas os sindicatos, a oposição e os intelectuais foram as principais vítimas do regime militar. “Hoje a ditadura acabou, mas existem outras bandeiras igualmente importantes, como redução da jornada de trabalho sem redução de salários, a reforma agrária e o “não” ao PL 4.330, que permite a terceirização sem limites, trabalho igual salário igual, fim do fator previdenciário, criação de comitês sindicais nas fábricas da categoria, “não” ao banco de horas, entre outros. Além disso, nosso sindicato comemora 80 anos de fundação, fato este que também foi lembrado nas manifestações deste ano”, falou Valgas.

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