Vereadores criticam doação a empresário

A denúncia de servidores públicos, veiculada por O Tempo Betim, sobre a compra de medicamentos para o ex-secretário de Educação Carlos Abdalla gerou um caloroso debate na reunião da Câmara

iG Minas Gerais | Lisley Alvarenga |

Vinícius disse que usuários pobres têm que ser priorizados
João Lêus
Vinícius disse que usuários pobres têm que ser priorizados

A denúncia de servidores públicos, veiculada por O Tempo Betim, sobre a compra de medicamentos para o ex-secretário de Educação Carlos Abdalla gerou um caloroso debate na reunião da Câmara Municipal de terça-feira (29) e até um pedido de explicações feito pelo vereador Antônio Carlos (PT).

“A prefeitura tem que explicar a compra desse remédio. Saber se o fato é verdade ou não. Se sim, não temos como deixar de falar que muitas pessoas entram na Justiça para ganhar medicamentos e não conseguem”, disse.

Outro vereador que se manifestou foi Eutair Santos (PT) (ver página 4). Na ocasião, ele subiu à tribuna para criticar a saúde de Betim denunciando o sofrimento vivido por uma família carente da cidade.

“No domingo (27), o padre Toninho contou o caso do Diego (página 4). Ele tem autismo, precisa tratar dos dentes e não consegue. Assim como ele, há muitas pessoas em Betim na mesma situação. O poder público tem responsabilidade de garantir saúde para ele, assim como por toda a população. A prefeitura está garantindo remédio para o ex-secretário Carlos Abdalla. É direito dele, mas e para esse menino, que é pobre e não tem nada? Ele também precisa ter a sua saúde garantida”.

Já o vereador Vinícius Resende (SDD), que também é médico, afirmou que convive diariamente com as dificuldades de pacientes com doenças graves e que não conseguem acesso aos medicamentos pela rede pública de Betim. “Em alguns casos, a prefeitura não fornece os remédios porque não são padronizados. Muitos pacientes meus já morreram esperando o remédio em casa. O SUS é universal. Todos temos direito aos medicamentos. Mas, se alguém que ser priorizado, que sejam os pacientes que não têm condições de comprar”, salientou.

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