Servidores conciliam jornadas em outros hospitais e no IML

iG Minas Gerais | Jhonny Cazetta |

Um dos médicos denunciados também é funcionário do Instituto Médico-Legal (IML) de Belo Horizonte, contratado para trabalhar 24 horas semanais. Somando a essa jornada as 40 horas que ele deve cumprir na Maternidade Odete Valadares, o servidor dedicaria 64 horas da sua semana às duas atividades.  

Além disso, ele dá expediente em duas clínicas. Em uma delas, que fica em Nova Lima, na região metropolitana, ele atende às segundas-feiras, das 9h15 às 11h15. Na outra, na capital, a assistência aos pacientes é feita às terças-feiras e às quintas-feiras, das 16h às 18h. Considerando todos os horários, a carga total de trabalho é de 70 horas semanais.

Outro médico que será investigado também possui um horário intenso de trabalho. Segundo apuração da reportagem, ele ocupa atualmente um cargo de chefia na maternidade e, por isso, deve cumprir pelo menos 40 horas semanais. Entretanto, ele atende em uma clínica na avenida Brasil, no bairro Santa Efigênia, na região Centro-Sul da capital, em quatro dias da semana, em horários que variam das 8h às 11h30 e das 14h às 17h.

Já o terceiro médico denunciado trabalha também em outros dois hospitais e em outra clínica particular de Belo Horizonte.

Contato. A reportagem tentou contato telefônico com os três médicos citados na denúncia e que serão investigados pela Fhemig. Como eles estavam ausentes de seus consultórios ou durante atendimentos, foram deixados recados com as respectivas secretárias. No entanto, nenhum dos profissionais retornou às ligações até o fechamento desta edição.

A assessoria de imprensa da Polícia Civil, responsável pelo IML, informou que o médico citado na denúncia, que também atua na Fhemig, cumpre rigorosamente seus horários de trabalho no instituto. 

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