Uma continuação pouco ou nada espetacular

iG Minas Gerais | Vinícius Lacerda |


Antes de ser Electro, Max Dillon (Foxx) torna-se fã do herói aracnídeo
Niko Tavernise
Antes de ser Electro, Max Dillon (Foxx) torna-se fã do herói aracnídeo

Antes da finalização de “O Espetacular Homem Aranha 2 – A Ameaça de Electro”, a produção anunciou que a personagem Mary Jane seria apresentada neste filme. Pouco tempo depois e com cenas já gravadas pela atriz Shailene Woodley (protagonista de “Divergente”), o diretor Marc Webb optou por cortar a personagem, alegando que seria importante focar na história de Peter Parker (Andrew Garfield) e Gwen Stacy (Emma Stone).

Uma sábia decisão, pois a presença do eterno par romântico do super-herói, mesmo que em cenas curtas e nos minutos finais do longa, seria apenas um ingrediente a mais num bolo recheado de importantes tramas contadas no longa-metragem.

O longa, que estreia hoje nos cinemas, inicia-se com cenas que mostram os últimos momentos dos pais de Peter e o dilema que ele vive: manter a promessa que fez ao pai de Gwen de protegê-la, mas sem se aproximar dela para não colocá-la em perigo ou dar continuidade ao relacionamento que o faz feliz. Essas premissas, somadas às aparições de Max Dillon (Jamie Foxx) e Harry Osborn (Dane DeHaan), tornam a história inchada.

Para trabalhar com todos os argumentos, foi necessário muito malabarismo da direção, que desenvolveu e entrelaçour as histórias de cada um em longas 2 horas e 20 minutos.

A extensão do filme, porém, não incomoda. Não passa voando, mas não é arrastado. Parte disso, vem do equilíbrio entre humor e drama bem representados pela atuação de Garfield, muito mais à vontade em seu papel. Com um humor irreverente e jovial, ele dá vida a um Homem-Aranha tangível, aproximando-o dos fãs.

Ponto positivo também para a construção dos dois vilões do longa. Ambos têm sua gênese alicerçada em motivos complexos e bem justificados. Principalmente o personagem de Foxx, uma caricatura bem executada do homem excluído socialmente que sonha em ser notado. Do outro lado, está Harry. Notado por todos por ser o herdeiro da empresa Osbourne, o jovem tenta se curar de um doença a todo custo.

As cenas de ação, que ornam o longa, não apresentam nenhuma novidade. São boas, mas, assim como o uso do 3D, são apenas corretas. (Depois de “Gravidade” é mais difícil elogiar o uso 3D). Dessa forma, a sequência é cheia de altos e baixos que continuam a colocar à prova a qualidade dessa nova franquia.

Curiosidades

- Este é o primeiro filme das franquias do Homem-Aranha totalmente filmado em Nova York.

- O longa é também a maior produção feita integralmente na cidade.

- Com o total de 142 minutos, este é o maior filme do Homem-Aranha já produzido.

- Depois que a Mary Jane de Shailene Woodley foi cortada, a atriz declarou que não sabe se retornará para a franquia.

- Cenas da batalha final do herói contra o Duende foram cortadas. Ela era mais violenta, o que teria motivado o corte, a fim de garantir uma classificação indicativa mais abrangente.

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