Ação civil contra o Estado é suspensa

iG Minas Gerais | DAYSE RESENDE |

A promotora da 7ª Vara de Execuções Criminais, Gislane Colet, informou que pediu a suspensão, por 120 dias, da ação civil pública que o Ministério Público movia contra o Estado de Minas Gerais requerendo providências urgentes em relação à superlotação do Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Betim.

Segundo Gislane, a decisão foi tomada porque foi feito um acordo entre o Ministério Público e a Secretaria de Estado de Defesa Social para que, durante esse período, sejam feitas algumas melhorias no presídio. Entre as principais metas a serem cumpridas pelo governo de Minas está o esvaziamento da unidade, que, no fim de janeiro, chegou a abrigar 1.442 detentos. “Nossa meta é que, no fim do primeiro semestre deste ano, o Ceresp de Betim tenha até 1.100 presos, número que a gente sabe que não é o ideal, já que a capacidade do presídio é de 404. No entanto, o número de vagas no sistema carcerário brasileiro não está acompanhando o aumento da criminalidade”, ressaltou.

A promotora também pediu que seja construída mais uma caixa d’água, uma vez que hoje, para conseguir atender à demanda dos presos, é feito um racionamento de água. A empresa que fornece as refeições também deverá ser trocada, e mais médicos psiquiatras devem ser contratados para atender os presos.

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