Base teria maioria em CPMI

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Negativa. O ministro de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, disse que o governo não teme CPMI
Lalo de Almeida/Folha Imagem
Negativa. O ministro de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, disse que o governo não teme CPMI

Brasília. Se os líderes do Congresso optarem pela criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, a base aliada do governo deve ficar com ampla maioria dos 32 membros do grupo de trabalho. Somando as duas Casas, Senado e Câmara dos Deputados, os partidos que fazem oposição devem ter oito membros e o bloco aliado 24.

A presidência e a relatoria devem ser divididas entre PMDB e PT, os maiores partidos das duas Casas. Nesta quarta, o líder do PMDB, Eunício Oliveira, disse que a sigla pretende indicar um nome para a presidência da CPI exclusiva do Senado, sobrando assim a relatoria para o PT. Se prevalecer a comissão mista, esse cenário pode mudar. Pelos critérios do Congresso, soma-se aos 26 parlamentares (13 do Senado e 13 da Câmara) previstos no requerimento de instalação da CPMI uma vaga de rodízio dos partidos nanicos, além dos 10% das vagas do PSD. Nesta quarta, o ministro de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, afirmou que o governo federal não teme qualquer investigação e que a oposição está fazendo pressão pela instalação de uma CPI da Petrobras porque não teve “até agora a capacidade de apresentar propostas para o Brasil”.

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