Ritmo lento da economia faz o desemprego crescer

Percentual passou de 7,7% para 8,3% de fevereiro para março

iG Minas Gerais | Pedro Grossi |

O índice de desemprego na região metropolitana de Belo Horizonte cresceu 0,6 ponto percentual em março deste ano na comparação com o mês de fevereiro. O índice passou de 7,7% da população economicamente ativa (PEA) para 8,3%. Os dados integram a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) e foram levantados pela Fundação João Pinheiro (FJP), em conjunto com a Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese), Dieese e Fundação Seade, e foram divulgados na manhã desta quarta pela FJP.  

O coordenador técnico da pesquisa pela FJP, Plínio Campos, diz que já era esperado um aumento no índice, mas o resultado surpreendeu negativamente. Segundo o especialista, um conjunto de fatores explica o resultado. “Aumento de juros, inflação em alta, redução do consumo. Nesses primeiros três meses do ano, é normal esse desaquecimento da economia, porque as pessoas estão ainda quitando as dívidas típicas do período”, explica Campos. “Mas o resultado foi um pouco acima do que a gente esperava”, finalizou.

No período avaliado, houve uma diminuição de contratações no setor privado em 2,9% (39 mil). No setor privado, a retração resultou do decréscimo de assalariados com registro em carteira (redução de 35 mil) e dos trabalhadores sem carteira assinada (redução de 4 mil). O setor público permaneceu estável.

Renda. O rendimento real médio dos ocupados aumentou 1,2% em relação ao mês anterior e foi estimado em R$ 1.864. O salário real médio também cresceu 1,3%, sendo estimado em R$ 1.823. No período, o rendimento médio dos autônomos diminuiu 3,5% e passou para R$ 1.583. No setor privado, o salário médio real permaneceu estável (0,2%) e foi de R$ 1.593.

Na indústria da transformação, houve um decréscimo de 4% na renda, e, no comércio, de 1,1%.

Procura

Emprego. Entre março de 2013 e março de 2014, o tempo médio despendido pelos trabalhadores desempregados na procura por trabalho aumentou de 20 para 25 semanas.

Cresce número de inativos na capital mineira Belo Horizonte segue a tendência observada em outras capitais de uma diminuição de pessoas que integram a População Economicamente Ativa (PEA), mas que estão inativos: ou seja, pessoas que estão aptas a trabalhar, mas que fazem a opção por não procurar emprego. Em Belo Horizonte, apenas entre fevereiro e março deste ano, cerca de 10 mil pessoas passaram a integrar esse grupo.

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