Campeões mundiais terão homenagem em jogo do Brasil

11 ex-jogadores, que foram campeões pelo Brasil, entrarão em campo no amistoso contra a Sérvia

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

O Brasil não quer mais cometer injustiças com seus heróis no futebol e prepara enorme homenagem aos campeões mundiais. No dia 6 de junho, antes do amistoso da seleção brasileira contra a Sérvia, no Morumbi, preparatório para a Copa do Mundo, 11 presentes nas conquistas de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002 entrarão em campo formando uma equipe.

Esses 11 "titulares" representarão os 82 campeões mundiais que estão vivos. A ideia da Associação dos Campeões Mundiais do Brasil (ACMB), encabeçada por Marcelo Neves, filho do ex-goleiro Gilmar dos Santos Neves, em parceria com a CBF, é levar o maior número possível destes heróis ao estádio.

"Será uma grande festa para esses nossos heróis, que merecem todas as homenagens. Se buscamos o sexto título é porque alguém lá atrás ganhou o primeiro, depois o segundo, o terceiro...", diz Marcelo. A ideia vem com apoio da Mastercard, que lançará, no sábado, filmes de 30 segundos contando a história de alguns campeões, casos de Zito, Amarildo, Clodoaldo, Mauro Silva e Marcos.

"Estamos fazendo ações para que esses ex-jogadores sejam conhecidos pelos jovens. Hoje você pergunta quais os titulares de 2002 e 90% não sabem dar a escalação. Não podemos falar apenas que somos o País do Futebol, temos de reconhecer nossos heróis. Recentemente perdemos Nilton Santos, Djalma Santos, De Sordi, Bellini, Orlando, meu pai", afirma. "Vamos levá-los (os homenageados) para palestras, eventos com crianças. Faremos até a Copa e depois tentaremos uma parceria duradoura." Até Mazola, que vive na Itália, será convidado.

"Temos apenas de agradecer, às vezes os atletas não são reconhecidos", afirma Clodoaldo, campeão em 1970, que ainda recebe muito carinho nas ruas, principalmente por parte dos torcedores santistas. "É emocionante essa parceria com a Mastercard. Vamos ver o resgate do futebol brasileiro", endossa Mauro Silva. "Temos de utilizar o nosso esporte para mudar a sociedade."

Amarildo, campeão em 1962, até se emociona ao saber da homenagem. Pouco reconhecido nos dias de hoje, o jogador acredita que ainda pode transmitir palavras de incentivo aos jovens. "Futebol é a minha vida e espero que muitos possam obter o mesmo sonho que tive. Essas atitudes fazem uma sociedade melhor."

Marcos salienta, ainda, que muitos dos jogadores mais antigos, além de pouco conhecidos, ainda não tiveram a chance de ganhar dinheiro. "Muita gente liga que jogador ganha muito e gasta tudo com mulheres. Naquela época dos nossos outros heróis, eles nem conseguiam ganhar muito. A homenagem será prazerosa pelo reconhecimento e pelo resgate da nossa história. Eu e o Mauro Silva aparecemos mais e conseguimos ter nossas conquistas mais valorizadas. Agora é a hora de todos os outros campeões", enfatizou.

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