Fit evolui em todos os sentidos

Monovolume da Honda chega ao Brasil e ostenta novo visual, além de melhorias no conjunto mecânico e o retorno da transmissão continuamente variável

iG Minas Gerais | Felipe Boutros |

Com o novo visual, modelo deve diversificar público-alvo
Caio Mattos/Honda/Divulgação
Com o novo visual, modelo deve diversificar público-alvo

A Honda lançou a nova geração do Fit. O monovolume, que já teve mais de 500 mil unidades no Brasil, evoluiu em aspectos importantes, como espaço interno e economia de combustível. Destaque também para a volta do câmbio continuamente variável, com algumas melhorias. E tudo isso embalado por um novo visual, com uma pegada mais esportiva. Todas essas modificações, segundo executivos da marca, tem como objetivo, além de fidelizar os atuais clientes da marca, fisgar novos consumidores que nunca pensaram em ter um Fit.

De cara, o Fit já surpreende por ter perdido parte daquelas linhas arredondadas, característica da primeira geração. Agora, estão mais retas e até mais arrojadas. Na traseira, as lanternas se estendem pela coluna e emolduram o vidro. Na frente, os faróis estão mais estreitos e, junto com a grade dianteira, forma a nova identidade visual que a Honda está adotando para os seus modelos. Dois vincos na lateral dão aquele famoso aspecto de robustez no modelo. No geral, o resultado é bom.

Mas a mudança foi além da plástica. No novo Fit, a Honda utilizou diversos recursos para realçar um dos grandes trunfos do modelo, o espaço interno e a versatilidade. O uso de aço de maior tensão, por exemplo, permitiu que as chapas fossem mais finas. O tanque de combustível e componentes da suspensão traseira foram redesenhados. O resultado é que houve poucas mudanças nas medidas externas do Fit, mas um ganho significativo no interior. A largura foi mantida (1,65 m), o comprimento avançou 9 cm (3,99 m) e o entre-eixos ganhou 3 cm (2,53 m). Por dentro, há 12 cm a mais no espaço para as pernas dos ocupantes do banco traseiro.

Mais esperto e econômico

Mecanicamente, o Honda Fit também evoluiu. Agora, todas as versões são equipadas com o motor 1.5, que passou por melhorias, como a adoção de um novo comando de válvulas (variável), taxa de compressão aumentada e redução de atrito e peso dos componentes internos. Com etanol, ele rende 116 cv a 6.000 rpm e torque de 15,3 kgfm a 4.800. Já com gasolina, o propulsor entrega 115 cv e 15,2 kgfm nas mesmas rotações. Mas o principal ganho foi na oferta de torque em rotações mais baixas e intermediárias.

Mas a volta da transmissão continuamente variável (CVT) é a principal novidade. Abandonada quando o monovolume foi reestilizado, em favor de uma caixa automática de cinco velocidades, ela adotou novos recursos que permitem uma reação mais rápida aos comandos do acelerador, alvo de críticas na primeira geração. As versões com CVT também evoluíram em relação à redução de peso (16% em relação ao automático de cinco marchas anterior) e à economia de combustível – de 12%.

O câmbio manual também foi revisto e teve a primeira marcha encurtada e a quinta alongada. Com essas mudanças, a Honda divulgou que o Fit recebeu classificação A do Inmetro, no programa de etiquetagem veicular com redução de consumo de 17% nas versões CVT e 8% nas com transmissão manual.

Outra tecnologia adotada na terceira geração do Fit é o sistema que dispensa a utilização do tanquinho de gasolina para partida no frio. Agora, o combustível é aquecido no bico antes de ser injetado no motor.

Impressões

Não há surpresas ao entrar no novo Fit. É um típico carro japonês, com tudo no lugar certo, ergonomia exemplar, acabamento benfeito, mas sem nenhum luxo ou firula. O painel da versão LX, com a qual rodamos cerca de 25 km, tem clusters, o velocímetro, o conta-giros e o marcador de combustível. Um mostrador digital tem os hodômetros total e parcial, e indica o consumo médio.

Em movimento, as mudanças feitas ficam mais claras. A maior oferta de torque em rotações mais baixas e o câmbio CVT fazem o motor trabalhar sempre em giros mais baixos, favorecendo o silêncio a bordo e o consumo de combustível. No fim do teste, feito principalmente em vias expressas, a média indicada foi de bons 11,2 km/h, com etanol.

O maior espaço interno também é evidente. Quatro adultos não passam aperto dentro do monovolume.

Mercado

O novo Honda Fitá vendido em quatro versões de acabamento. A de entrada, que responderá por apenas 3% das vendas é a DX. Com preço inicial de R$ 49,9 mil (R$ 54,5 mil com CVT), a versão traz apenas direção com assistência elétrica, ar-condicionado, travas e vidros elétricos. Os retrovisores não são pintados na cor da carroceria, e as rodas são de aço, revestidas com calotas. A LX será o carro-chefe, com 49% das unidades comercializadas. Com preço a partir de R$ 54,2 mil (R$ 58,8 mil com CVT), a versão já agrega rodas de liga leve, sistema de som e retrovisores elétricos.

A partir da versão EX, o Fit só é vendido com a transmissão CVT e preço de R$ 62,9 mil. Nela, a Honda oferece sistema de áudio com visor LCD de 5 polegadas, entradas USB e auxiliar, Bluetooth com comandos no volante. Há também câmera de ré. A coluna de direção, além da regulagem de altura, pode ser ajustada em profundidade, e os faróis de neblina também são itens de série. A Honda espera que essa configuração responda por 38% das vendas.

A top de linha EXL, que responderá por 10% das vendas, agrega, como principais equipamentos bancos e volante revestidos em couro, além de painel exclusivo, com indicador de consumo instantâneo e de “condução ecológica”.

O jornalista viajou a convite da Honda

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