União tem condições a cumprir

iG Minas Gerais |

A conclusão da barragem do Berizal, no Alto Rio Pardo, implicará em uma série de intervenções nos terrenos da região do Norte de Minas. Em estudo técnico feito pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), foram previstas 18 condicionantes a serem cumpridas pelo governo federal antes de finalizar a obra.

Entre as principais regras, está o zoneamento da área ao redor do reservatório. Além do grande lago de 42 km², será criada reserva ambiental de 57,5 milhões de m², e outra área de 30,9 milhões de m² será destinada ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O assentamento dos atingidos terá terreno de 8,3 milhões de m², e uma Área de Preservação Permanente, 9,5 milhões de m².

De acordo com o diretor estadual do Dnocs, Gustavo Xavier Ferreira, ainda foram previstas condicionantes como repasses de verbas para a Polícia Militar de Meio Ambiente e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), além da realização de um estudo sobre a piracema no rio. “Até o tipo e o número de árvores dessas áreas devem ser levantados pelo Dnocs”, detalha.

Entidades como a Associação Mineira de Defesa do Ambiente (Amda) destacam que a barragem pode assorear o rio. “O que está assoreado não muda nada o desempenho da obra, porque escavações ainda serão feitas”, garante o diretor do Dnocs. Segundo ele, a barragem terá vida útil de, no mínimo, 50 anos. Assoreamento.

O projeto prevê que sejam investidos R$ 12 milhões em assoreamentos e deslizamentos de encostas, por exemplo, depois de a obra estar pronta. (JHC)

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