Diversidade dos movimentos

Festival VivaDança traz a Belo Horizonte compacta série de cinco espetáculos nacionais e internacionais

iG Minas Gerais | Vinícius Lacerda |

Estrangeira. A montagem costa-riquenha “Etérea” será apresentada exclusivamente em Belo Horizonte
Los Nnato
Estrangeira. A montagem costa-riquenha “Etérea” será apresentada exclusivamente em Belo Horizonte

Desde 2007, o Vivadança Festival Internacional apresenta um agrupamento de ações que, em resumo, almejam mostrar a diversidade existente dentro do segmento artístico. E há três edições parte das atrações desembarca em Belo Horizonte. Neste ano, o evento traz cinco espetáculos, que serão encenados no Teatro Oi Futuro Klauss Viana, a partir de hoje até domingo.

A ideia da curadoria para essa incursão mineira foi a de trazer peças internacionais e nacionais de dança contemporânea que apresentassem algo único na essência. “Todas as peças escolhidas para Belo Horizonte são diferentes entre si. Em comum, têm apenas o aspecto de serem acessíveis e interessantes para qualquer pessoa. Não precisa ser iniciado ou ter experiência como espectador”, garante a diretora e curadora do festival, Cristina Castro.

Para abrir o recorte feito da programação oficial que acontece em Salvador, está a peça “Sem Um Tu Não Pode Haver Um Eu”, apresentado pelo premiado dançarino e diretor Paulo Ribeiro. Natural de Portugal, o artista sobe aos palcos depois de uma hiato de 20 anos para encenar o espetáculo baseado na vida de Ingmar Berman. “É uma abertura de prestígio, pois é a primeira vez que ele se apresenta em solo brasileiro”, comenta Cristina.

Na quinta-feira, o palco do teatro será tomado por dançarinos vindos da França, Hungria, Espanha, Bélgica e Portugal para apresentação de “Solos Stuttgart”, composta por apresentações solo. “A formação de diferentes lugares dos jovens faz com que vários ritmos façam parte de cada uma das obras”, diz a curadora.

Em “Meráki”, agendado para sexta-feira, será possível ver a apresentação da jovem companhia mineira Cia. Fusion de Danças Urbanas. “Com apenas três anos, o grupo já está fazendo um trabalho muito bom. Nessa apresentação há mistura de dança contemporânea com dança de rua”, pontua Cristina.

O fim de semana começa com a obra porto-riquenha “Etérea”, que “brinca” com a questão do ser/estar e com a admiração do sublime. “O espetáculo é resultado de uma pesquisa de anos e os dançarinos também são criadores. Isso torna a peça muito rica”, analisa Cristina, que também assina a direção de “Muvuca”, trabalho que encerra a programação do festival em Belo Horizonte, no domingo.

Abrangência. Apesar da rica em diversidade de espetáculos, a programação de Belo Horizonte é bem menor do que a que ocorre em Salvador. Lá, além de peças, atividades paralelas, como a Mostra Hip Hop em Movimento, a Mostra Casa Aberta (para dançarinos de qualquer estilo) e a Bahia Mostra Contemporânea, são compostas por oficinas e workshops. “O festival é também uma ação social, na media em que quebra fronteiras, trazendo a periferia para o teatro para apresentações do hip hop, ao dar oportunidade para jovens artistas apresentarem seu trabalho e também por difundir obras feitas na cidade”, conclui Cristina.

Agenda

O quê. Vivadança Festival de Internacional em Belo Horizonte

Quando. De hoje até sábado, às 20h, e no domingo, às 19h

Onde. Teatro Oi Futuro Klauss Vianna (av. Afonso Pena, 4.001, Mangabeiras)

Quanto. R$ 10 (inteira)

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