Grupo invade casa, faz moradores reféns e ameaça estuprar vítima

Um dos suspeitos ficou ferido ao tentar fugir da polícia; as vítimas foram agredidas e ameaçadas e uma delas quase foi estuprada na frente do pai

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

Na manhã desta terça-feira (29) sete pessoas foram rendidas por criminosos durante um assalto em uma casa localizada no bairro Boa Esperança, em Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte. A companhia da Polícia Militar fica a poucos metros da casa, e três pessoas foram presas. Um suspeito ficou ferida ao tentar fugir dos militares.

Segundo o dono da casa, um empresário do ramo imobiliário que preferiu não se identificar, ele havia saído para levar a filha pequena para a escola por volta de 6h30, e quando chegou, encontrou a família e a empregada rendidas no local. Quatro suspeitos invadiram a casa, sendo que três deles estavam armados e anunciaram o assalto.

“Eles bateram em mim e no meu filho com as armas e ameaçaram estuprar a minha filha na minha frente”, contou o empresário. Na casa estavam a empregada, e seis membros da família que ficaram sob o poder dos suspeitos por cerca de 30 minutos.  Uma das filhas do empresário estava trancada no quarto quando escutou os gritos do pai e ligou para o celular do namorado. Ele chamou a polícia e, em poucos minutos, os militares cercaram a casa.

Os suspeitos tentaram fugir pulando o muro e um deles ficou ferido ao cair. Ele foi levado para o hospital sob escolta policial e está detido.

De acordo com o delegado Christian Nunes de Andrade, da Delegacia Regional de Santa Luzia, os suspeitos se identificaram como Warlen Alves, Alexandre Gomes Fonseca, 33, Cristian Rantellty Pacheco, 21, mas as identificações ainda serão confirmadas.

O empresário também relatou que os suspeitos eram extremamente agressivos e ameaçavam as vítimas o tempo todo. “Eles bateram muito em mim e no meu filho, eu achei que ia morrer”, disse. O dono da casa desconfia que alguém que já tenha trabalhado lá passou informações para os suspeitos, já que eles sabiam muito da rotina dele e da casa. “Eles pediam o tempo todo uma quantia exorbitante de dinheiro que eu não tinha em casa, e relógios Rolex”, lembrou.

O delegado informou que as investigações continuam e que há a suspeita de que outros criminosos davam cobertura ao grupo do lado de fora da casa. 

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