'O São Paulo desperta ciúmes dos clubes', diz Aidar

Preocupado com a imagem que o clube adquiriu, presidente defende que Tricolor é organizado e soberano

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Aidar disse que São Paulo também já perdeu jogadores e não é traidor
Rubens Chiri/saopaulofc.net
Aidar disse que São Paulo também já perdeu jogadores e não é traidor

Acusado de antiético pelo Palmeiras na negociação com o atacante Alan Kardec, o São Paulo se preocupa que o episódio possa ter arranhado sua imagem, mas para o presidente do clube, Carlos Miguel Aidar, a possível má reputação é fruto da inveja que outros times têm da organização e do poderio do time do Morumbi para contratar jogadores.

"O São Paulo tem uma imagem de ser muito bem organizado e isso causa ciúmes nos coirmãos. O São Paulo criou essa imagem de prepotência, de soberano, até pelas campanhas de marketing", disse o presidente. "Não é uma imagem boa que o São Paulo é atravessador e traidor. O fato é que o São Paulo está aí. Já tivemos atletas tirados do nosso seio, inclusive quando eram da base. Mas não vou citar nomes", afirmou.

Como exemplos de saídas, Aidar citou que seis meses antes de deixar o São Paulo, ao fim de 2011, o atacante Dagoberto já tinha pré-contrato com o Inter. Também lembrou da transferência do meia Oscar para o mesmo clube gaúcho, que definiu como "roubo de jogador" e resgatou as saídas do zagueiro Antônio Carlos e do lateral-direito Cafu, que nos anos 1990 utilizaram outros times como uma espécie de ponte antes de se transferirem para o Palmeiras. "Quem cuidou dessa negociação inclusive foi o José Carlos Brunoro (atual diretor executivo do Palmeiras)", comentou.

No ano passado, o São Paulo motivou o princípio de um boicote dos outros clubes por ser acusado de aliciar jogadores jovens para atuar em suas categorias de base. A revolta quase levou os outros times a não quererem disputar competições em que a equipe paulista estivesse inscrita, como a própria Copa São Paulo de Futebol Junior.

"A lei permite que você procure um jogador seis meses antes do término de contrato para que seja assinado um pré-contrato. Se isso é possível na lei, não entendo que tenha existido quebra de ética. Você tem que proteger o seu patrimônio, mas na medida em que você não consegue segurar, não pode se queixar que ele mude de lugar", disse Aidar.

Leia tudo sobre: aidarpresidentesao paulo