Feirão vai trazer menos lançamentos e preços mais estáveis

Mercado imobiliário da capital mineira vive ‘acomodação’

iG Minas Gerais | Pedro Grossi |

Principal evento imobiliário do Brasil, o Feirão da Casa Própria da Caixa Econômica Federal (CEF), que será realizado em Belo Horizonte entre os dias 16 e 18 de maio, deverá trazer um bom retrato do atual momento do setor imobiliário na capital: menos lançamentos e preços mais estáveis. “Não acredito que o Feirão vá repetir índices de crescimento como os registrados há alguns anos. Devemos ficar mais ou menos no patamar do ano passado”, acredita o vice-presidente da área imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Lucas Guerra Martins.  

No ano passado, apenas na abertura do evento em BH, a feira movimentou R$ 226 milhões. Em todo o Brasil, foram R$ 14 bilhões, com mais de 930 mil contratos habitacionais firmados. O preço médio dos imóveis foi de R$ 170 mil, com valores variando entre R$ 85 mil e R$ 420 mil.

Para esse ano, a expectativa não é de preços menores, mas de estabilidade. “Com os custos maiores da construção e da mão de obra, os imóveis precisam ser corrigidos pelo menos pela inflação, mas, de fato vai haver uma estabilidade de preços”, explica Martins.

A Caixa Econômica Federal (CEF)ainda não cita números para o Feirão em 2014, mas diz esperar exceder o volume de contratos assinados no ano passado.

Apenas na capital mineira, entre 2009 e 2013, o valor somado das transações de apartamentos residenciais saltou de R$ 3,5 bilhões para R$ 8,3 bilhões – quase duas vezes e meia. No mesmo período, o número de transações passou de 18.463 para 20.446 em 2013.

A virada do ano de 2012 para 2013, no entanto, foi a primeira vez, desde 2005, que o preço médio dos apartamentos teve crescimento abaixo de 10%. Nesse intervalo, o percentual registrado foi de 7,4%.

“Por um lado, essa acomodação é muito positiva para o setor imobiliário, porque acaba definitivamente com essa história de bolha imobiliária. Isso nunca existiu. O que ocorreu foi uma demanda reprimida”, é a avaliação feita pela vice-presidente da CMI/Secovi, Cássia Ximenes.

Acomodação. Um dado ilustra o atual momento de acomodação do mercado imobiliário na capital: em janeiro deste ano nenhum nova unidade foi lançada na capital. No mesmo período do ano passado, 32 empreendimentos foram lançados.

Terceira fase do Minha Casa, Minha Vida Brasília. A presidente Dilma Rousseff vai lançar, em junho, a terceira etapa do programa Minha Casa Minha Vida. Nessa segunda, no Palácio do Planalto, a presidente reuniu-se com o presidente da Confederação Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, e outros representantes do setor. Segundo Simão, a proposta é que sejam construídas 3 milhões de casas com subsídios da ordem de R$ 135 bilhões. Os números definitivos, porém, ainda precisam ser fechados pelo governo.  

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