Marcelo Oliveira em busca de novas fórmulas

iG Minas Gerais |

O principal tema de um dos quadros do “CBN Esporte”, da Rádio CBN, no domingo, foi: “Qual time está jogando o melhor futebol no Brasil?”. A convite do comandante do programa, Carlos Eduardo Éboli, tive o prazer de ser um dos debatedores, junto com o locutor Marcelo Gomes, também mineiro, que há alguns anos faz sucesso na Globo/CBN São Paulo. Além dos jornalistas, o público também participa, através da internet, e as pessoas podem votar a partir das 9h, horário do início do “CBN Esporte”, sempre aos domingos, até o meio-dia, em rede nacional. Flu, Grêmio, SP... Começamos o bate papo às 10h30 e o Fluminense liderava, nas opiniões dos internautas, seguido por Grêmio, São Paulo e Inter. Entrei no ar às 10h38 e não tive dúvida em dizer que o Cruzeiro continua sendo o melhor. As dificuldades que anda tendo são de explicação aparentemente simples: os adversários, agora, conhecem bem a forma de jogar e as jogadas mortais da Raposa. Sabedor disso, Marcelo Oliveira tem buscado opções diferentes para continuar surpreendendo os concorrentes diretos aos títulos em disputa. O empate Esse 1 a 1 de Uberlândia acabou confirmando o que eu palpitei. Jogo equilibrado, vitória até os 46 do segundo tempo, quando o São Paulo empatou em um gol contestado pelo time do Cruzeiro. No fim do debate, Éboli pediu os nossos palpites para os jogos da rodada. Palpitei que Cruzeiro e São Paulo empatariam. Assim como palpitei que o Corinthians venceria o Flamengo; que Botafogo e Inter também empatariam. Palpites são palpites e palpitei que o Galo empataria com o Grêmio em Porto Alegre, na estreia do Levir Culpi. Possivelmente, se Ronaldinho e Tardelli tivessem sido substituídos nos intervalo, o Galo conseguiria o empate. Equilíbrio O São Paulo foi eliminado pelo Ituano da final paulista, mas o time fez um jogo de igual para igual com o Cruzeiro no Parque do Sabiá, onde qualquer resultado teria sido normal. A imprensa paulista tenta inflar Ganso e Pato. O primeiro foi discreto, o outro deu um drible belíssimo no ótimo marcador Lucas Silva, e só. Júlio Baptista marcou o gol cruzeirense em cobrança de falta perfeita, sem chances para nenhum goleiro. Autuori por Levir Outro tema debatido no “CBN Esportes” foi a troca de Autuori por Levir, e não tive dúvida em dizer que foi uma ótima mexida do Atlético. Em momento algum, a maioria atleticana aceitou Autuori, que, diferentemente de Cuca, prioriza o jogo defensivo. Levir Culpi sabe mesclar e tem outra virtude fundamental: escala quem estiver em melhor forma técnica e física, sem se importar com o nome do jogador. O capitão Rever que o diga!

Esperança verde I Recebi este comentário do Marcio Amorim, americano sempre presente nos estádios, com muita coisa semelhante ao que também penso da atual situação do Coelho: “Agora que o América enfrentou nas duas rodadas iniciais dois times candidatos ao acesso (Vasco e Ceará) e conseguiu terminar a rodada em primeiro lugar, não posso deixar de mandar-lhe algo a respeito. Sei que você esteve fora e pode não ter tido informações suficientes para postar nada do Coelhão...”.

Esperança verde II Prossegue o Marcio Amorim: “As minhas primeiras impressões vão aí: o jogo contra o Vasco poderia ter sido ganho até com certa facilidade. Faltou ousadia. Já contra o Ceará foi uma atuação que animou até o americano mais descrente”.

Esperança verde III E ele: “Havia um misto de organização, entusiasmo, competência, vontade de vencer e alegria de jogar. Essa alegria contaminou dez atletas do grupo. Digo dez porque Tchô destoa. Apático, distante, medroso e sem o mínimo necessário de categoria para acompanhar os demais. A imprensa “babou” em cima da ótima apresentação do Obina e calou-se diante da inoperância de Tchô. Acho que, acima de Obina, estiveram Ricardinho e Gílson. No mesmo nível de Obina, estiveram Leandro, Elsinho, Pablo e Andrei Girotto. Estou apenas esperando que Mancini seja oficializado no lugar de Tchô para poder começar a sonhar de novo com o acesso. Grande abraço! Marcio Amorim”.

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