Governo pode lançar “saco de maldades” tributárias

Gastos para salvar setor elétrico seriam os motivos

iG Minas Gerais |

Crise. Governo vem gastando uma fortuna por causa da seca que afetou o setor elétrico no país
John Walsh/ap photo
Crise. Governo vem gastando uma fortuna por causa da seca que afetou o setor elétrico no país

Brasília. A Receita Federal informou nessa segunda que as medidas de aumento de tributos estão “em análise superior” e negou que se trata de um “saco de maldades” para elevação da carga tributária no país. O boato é que o governo aumente impostos para compensar a ajuda ao setor elétrico. O Tesouro Nacional vai repassar R$ 4,1 bilhões para as distribuidoras de energia. “O ministro da Fazenda (Guido Mantega) já afirmou que existem algumas medidas, mas o órgão não quer antecipar medidas, porque estão sob estudo e gera grau de ansiedade excessivo”, afirmou o secretário-adjunto da Receita Federal, Luiz Fernando Teixeira Nunes.

Questionado sobre se as medidas são impopulares, levando em conta o contexto de ano eleitoral, Teixeira respondeu: “Não sei dizer se são populares ou não, porque nosso trabalho é propor as medidas”, disse. Ele acrescentou que a análise de conveniência e custo político deve ser feita e está sendo feita. O coordenador de Estudos Tributários e Aduaneiros, Claudemir Rodrigues, negou que as medidas sejam um “saco de maldades”. “Não existe saco de maldades. Existe correção de assimetrias que identificamos no sistema. O dinamismo da economia não é o mesmo dinamismo das modificações legislativas. Evidentemente que as mudanças no cenário econômico chegam primeiro que as legislativas”, completou. “Sempre que se fala que vai propor medidas se associa à elevação tributária, mas não é isso. É redução das assimetrias, dos tratamentos anti isonômicos e distribuição equitativa da carga tributária”, disse. “Cabe à área de estudos identificar as distorções e assimetrias do sistema tributário e propor correções. Quando falamos em distorções e assimetria é porque nosso sistema é impactado pela mudança do cenário econômico mundial”, justificou. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, já tinha informado que a equipe econômica poderia aumentar o PIS/Cofins sobre produtos importados, por exemplo. Ao ser questionado pelos repórteres sobre o que estaria no “saco de maldades”, o secretário-adjunto da Receita, Luiz Fernando Teixeira, afirmou: “Estão todas em análise superior. O governo não quer antecipar que medidas seriam essas porque podem gerar uma ansiedade indevida.

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