Nova safra do instrumental

XIV Prêmio BDMG foi encerrado domingo no Teatro Sesiminas com a escolha dos quatros vencedores desta edição

iG Minas Gerais | Júlio Assis |

Premiados. Os músicos Sérgio Danilo, Samy Erick, Marcus Abjaud e Fabrício Conde na premiação
ÉLCIO PARAÍSO/BENDITA
Premiados. Os músicos Sérgio Danilo, Samy Erick, Marcus Abjaud e Fabrício Conde na premiação

Uma diversidade de linguagens musicais é a marca da lista dos quatro vencedores do XIV Prêmio BDMG Instrumental, realizado no fim de semana no Teatro Sesiminas. Ganharam a preferência do júri os grupos liderados pelo pianista Marcus Abjaud, pelo guitarrista e violonista Samy Erick, pelo saxofonista e flautista Sérgio Danilo, e ainda o violeiro Fabrício Conde, que foi acompanhado pelo acordeonista Leandro Domith.

O júri foi presidido pelo pianista paulista Fábio Torres, que venceu o Grammy 2014 na categoria melhor álbum de jazz latino de 2013. “Minas Gerais tem uma das melhores músicas populares do mundo e esses jovens estão honrando essa tradição”, afirmou ele sobre os concorrentes.

O acordeonista Toninho Ferragutti, que também integrou o júri, elogiou o formato do concurso. “Esse conceito de escolher quatro vencedores é muito bom pela oportunidade de fazer justiça a mais pessoas, em vez de eleger apenas um, como é mais comum”, avaliou.

Histórico. Neste ano o Prêmio BDMG Instrumental, coordenado por Beth Santos, teve mais de 30 inscritos. Uma comissão formada pelos músicos Cléber Alves, Geraldo Vianna e André “Limão” Queiroz selecionou os 12 finalistas. Como ocorre anualmente, eles se apresentaram na sexta e no sábado no Sesiminas e uma outra comissão julgadora escolheu seis para a finalíssima de domingo, quando saíram os quatro vencedores. Eles vão receber R$ 9 mil cada e ainda estrutura para dois shows, um na Fundação de Educação Artística, em Belo Horizonte, e outro em São Paulo, no Sesc, que é parceiro do projeto. Também participaram do júri os músicos Paulo Santos (Uakti), Mauro Rodrigues (professor da UFMG) e Marcelo Powell (filho de Baden Powell).

O Prêmio BDMG contempla mais três categorias: melhor arranjo, que foi para Samy Erick; melhor instrumentista, o violonista Chrystian Dozza; e melhor músico acompanhante, o baterista Felipe Continentino. O arranjo premiado foi criado para a música “Berimbau”, de Baden Powell e Vinicius de Moraes.

O violeiro Fabrício Conde, de Juiz de Fora, era um dos mais entusiasmados ao fim da premiação, principalmente porque sua música tem um perfil muito diferente de todos os concorrentes. Ele se dedica a pesquisas sobre a música rural do Chile, Equador, Brasil e Argentina. Em sua apresentação, tocou os instrumentos cuatro e viola de cabaça. “Esse prêmio tem para mim um peso muito grande, pela grande qualidade dos músicos finalistas e pela peculiaridade do meu trabalho em relação a eles, uma vez que me dedico à cultura popular. Vai representar um novo estágio em minha carreira”, disse ele, que é autodidata e prepara seu quarto disco, intitulado “Campesinos”.

Também no domingo foi entregue o Prêmio Marco Antônio Araújo para o músico argentino Pablo Passini, vencedor do Prêmio Marco Antônio Araújo de melhor CD autoral, instrumental e de produção autoral de 2013, denominado “Niños”. Passini reside em Belo Horizonte e antes do anúncio dos quatro premiados ele fez um pocket show no palco do Sesiminas, com parte do repertório de seu álbum.

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