Viagem no Move continua longa

No primeiro dia útil do sistema metropolitano, usuários gastaram tempo igual ou maior para ir ao centro

iG Minas Gerais | Luciene Câmara |

Reflexo. Ao sair dos corredores exclusivos, linhas no Move encontraram trânsito ruim
UARLEN VALERIO / O TEMPO
Reflexo. Ao sair dos corredores exclusivos, linhas no Move encontraram trânsito ruim

Sair de casa sem saber qual ônibus pegar e qual o preço da passagem já era um desafio esperado por milhares de usuários do transporte coletivo da capital e região metropolitana ontem, que enfrentaram o primeiro dia útil da maior ampliação do Move (nome dado ao BRT), na Estação São Gabriel. No entanto, nem mesmo a agilidade atribuída ao novo sistema se cumpriu no horário de pico da manhã, quando passageiros levaram um tempo igual ou maior ao que já gastavam no trajeto entre cidades vizinhas e o centro de Belo Horizonte.

A reportagem fez o teste nesta segunda-feira, partindo do bairro Eucalipto, em Sabará, na região metropolitana, às 6h30. Foi usada a linha 4685, que passou a desembarcar passageiros na Estação São Gabriel. No percurso completo até a avenida Santos Dumont, ponto final do Move, foram gastos uma hora e 15 minutos, 24 minutos a mais do que o contabilizado na quinta-feira da semana passada, quando a reportagem fez o trajeto sem o Move – pegando a mesma linha 4685, que ia direto para o centro – e gastou 50 minutos.

O supervisor de faturamento Roberto da Mata, 36, que pega a linha, também fez o cálculo acompanhado pela reportagem e levou mais tempo nesta segunda-feira. Ele disse que, habitualmente, pegava o ônibus perto de casa às 6h12 e descia na rua Guaicurus, no centro, entre 7h05 e 7h10, cerca de uma hora de viagem. Nesta seunda, ele gastou uma hora e dez minutos, tempo que se aproxima do que ele gastava quando o trânsito na avenida Cristiano Machado estava pior.

Mais tempo gastou a auxiliar de serviços gerais Vera Lúcia Madeira, 49. Nesta segunda-feira, ela precisou de duas horas para ir de Santa Luzia, na região metropolitana, até a avenida Santos Dumont. A viagem, segundo ela, começou às 5h50, quando ela foi para o ponto pegar a linha 4105 (Santa Luzia via Industrial Americano). No centro, ela só desembarcou às 7h52 da linha 401C (Centro Paradora).

Além do atraso na linha do bairro, como relatado por Vera Lúcia, outro entrave do sistema foi o trânsito no entorno da Estação São Gabriel. Ao descer no terminal, muitos usuários ficavam perdidos e revoltados com a falta de informação. Quem tinha de comprar uma nova passagem ou apenas passar o cartão Ótimo na catraca enfrentava fila e confusão. Os cartões de usuários que vinham de Santa Luzia não estavam aceitando a integração tarifária. O problema gerou tumulto e os fiscais liberaram a passagem dos usuários. Resposta. De acordo com a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), intervenções foram feitas para assegurar maior fluidez do trânsito na pista mista da Avenida Cristiano Machado. A autarquia ainda garantiu estar monitorando permanentemente o tráfego no corredor.

Resposta

Setop. Até o fechamento desta edição, a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) não havia respondido aos questionamentos a cerca das críticas feitas pelos passageiros.

Linhas de domingo

Resposta. Transtornos.0A BHTrans confirmou ontem que as linhas 85 (Estação São Gabriel/ Centro), 82 (Estação São Gabriel/Savassi) e 83D (Estação São Gabriel/Centro Direta) não circularão mesmo aos domingos. A empresa negou redução de linhas e disse que as duas primeiras serão substituídas pela linha 81 (Estação São Gabriel/ Hospitais via Floresta) aos domingos. Já a opção do último trajeto será a 83P (Estação São Gabriel/ Centro Paradora). Nesta segunda-feira, O TEMPO mostrou que a substituição revoltou usuários. A BHTrans afirmou que o Move operará de forma diferenciada aos domingos alternando veículos articulados e padrons.

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