Setor quer ajuda para pagar salários

iG Minas Gerais |

São Paulo. Empresários e sindicalistas do setor automobilístico vão propor ao governo a criação de um sistema nacional de proteção ao emprego. A proposta é adotar um modelo semelhante ao da Alemanha onde, em épocas de crise, os trabalhadores são afastados, mas não demitidos. Eles continuam vinculados à empresa e recebem salários – com boa parte vindo de subsídios do governo.  

A discussão vem em um momento delicado, diante de uma ameaça de crise no setor, com vendas em queda tanto no Brasil quanto no exterior, e empresas dando férias coletivas e abrindo também programas de demissão voluntária.

Atualmente, é usado um sistema de “lay-off”, que é a suspensão temporária dos contratos. Nesse caso, o funcionário é afastado e parte dos salários é bancada pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), do Ministério do Trabalho. A contribuição é limitada a cinco meses.

Pelo novo modelo, a dispensa teria duração de até dois anos, mas não seria integral. A jornada de trabalho seria reduzida entre 20% e 50% e o governo arcaria com 60% a 80% do valor equivalente às horas reduzidas. A diferença seria bancada pelas empresas e, dessa forma, o trabalhador arcaria com parcela menor da redução.

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