Coral lírico visita três cidades em novo concerto

“Rio – Paris – Londres” destaca importantes fontes de produção de música de coral no mundo

iG Minas Gerais | Deborah Couto e Silva |

Viagem musical. Coral Lírico de Minas Gerais homenageia compositores de três cidades em concerto
Paulo Lacerda - Fundação Clóv
Viagem musical. Coral Lírico de Minas Gerais homenageia compositores de três cidades em concerto

O Coral Lírico de Minas Gerais apresenta “Rio – Paris – Londres”, espetáculo que é parte da série Lírico na Cidade. A proposta do concerto é uma “viagem musical” que celebra obras de compositores das três grandes cidades.

“O carro-chefe da viagem é Londres”, conta o maestro do coral, Lincoln Andrade. “Queríamos fazer uma conexão entre três pontos que consideramos como fontes de produção de música de coral. São grandes referências. A Inglaterra, no entanto, tem uma produção de destaque, especialmente desde a segunda metade do século XX. A música coral inglesa é um diferencial tanto pelo estilo quanto pela preocupação que têm com a educação nesse sentido. Eles têm tradição em educar meninos cantores desde pequenos, além de uma linha editorial muito particular. Um modelo que é copiado em vários outros lugares do mundo, inclusive aqui no Brasil”, diz Lincoln.

Entre os compositores presentes no repertório estão os ingleses John Tavener e Benjamin Britten. Há ainda peças de Ernani Aguiar, Lili Boulanger, Johannes Brahms, Giles Swayne e Henryk Mikolaj Górecki.

Além dos países mencionados, o maestro pretende incluir outros lugares em futuras “viagens musicais” do coral. “Viajar com música é muito fácil. Não é necessário enfrentar fila nem pagar passagem e pode-se visitar o mundo inteiro”, brinca ele. Lincoln cita a relevância dos países do Leste Europeu para a produção de música coral. “A Estônia, por exemplo, tem forte produção no gênero e uma cultura de berço, assim como a Inglaterra”, cita o maestro.

As tais viagens musicais são um recurso para tirar o Coral Lírico de Minas Gerais da zona de conforto. “Os corais, geralmente, não têm costume de renovar frequentemente seu repertório. Minha preocupação em renová-lo por aqui é dar ao coral uma perspectiva de fora do Brasil. Acompanhar o que acontece de mais atual no segmento no resto do mundo e nos manter atualizados. Isso evita uma banalização do repertório”, diz Lincoln, que lembra ainda a heterogeneidade do grupo. “Ele é formado por pessoas de todas as idades, com repertórios variados. Isso contribui para não cairmos na caretice”, diz.

Agenda

O que. Coral Lírico

Onde. Fundação de Educação Artística- r. Gonçalves Dias, 320

Quando. Nesta segunda, às 20h30

Quanto. Entrada franca

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