Mãe interrompe quimio para salvar bebê e não resiste

Família e amigos criaram uma campanha nas redes sociais para arrecadar fundos para o tratamento do bebê, que está internado com seis meses em UTI Neonatal, em São Paulo

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Uma campanha organizada por amigos e familiares de uma grávida, que morreu após interromper o processo de quimioterapia para tentar salvar a vida do filho, quer arrecadar fundos para ajudar a família a pagar os custos médicos da gestação do bebê, que é feita em UTI Neonatal, em São Paulo.

O caso teve início quando a funcionária pública Patrícia Alves Cabrera, 27, que tratava de um câncer de mama, descobriu que estava grávida. Recomendada por médicos, ela decidiu abandonar a quimio e apenas monitorar a doença, para tentar salvar o filho. Porém, no dia 14 desse mês, a mãe teve uma piora na doença e foi necessário fazer uma cesariana de emergência. O bebê nasceu com seis meses e está internado na UTI Neonatal, mas a mãe não resistiu e morreu uma semana depois.

De acordo com familiares, o sonho da jovem era se casar e ter filhos, mas devido à doença, Patrícia tinha perdido as esperanças. A notícia, porém, da gravidez foi recebida em dezembro, data em que ela e o namorado começaram a organizar o casamento. Patrícia era acompanhada por médicos particulares e do Programa de Saúde da Mulher de Araraquara. Além disso, os médicos do Hospital do Câncer, em Barretos, a ajudavam. Em um intervalo de 15 dias, a grávida teve uma piora e foi internada com urgência no Hospital São Paulo, onde morreu.

Campanha Com despesas médicas que passam de R$ 30 mil, e com o fato de que o bebê, Arthur, deve ficar internado na UTI Neonatal por, no mínimo, 60 dias (para receber a medicação adequada e se desenvolver), a esse valor deve ser somada a quinta de mais R$ 290 mil. O pai de Arthur, Felipe Cabrera Padovani, que trabalh como garçom, não tem condições de arcar com o valor.

Nas redes sociais, amigos e familiares lançaram a campanha  “Amigos da Patrícia, Felipe e Arthur” para arrecadar dinheiro e ajudar a família. A página no Facebook já possui mais de 5 mil curtidas. A intenção é criar formas de arrecadar doações para o tratamento do bebê. De acordo com o pai, em entrevista ao site G1, a evolução do bebê é diária, mas ainda assim o risco é muito alto.

Para ajudar a família, você pode entrar em contato com Felipe Padovani, pai do bebê, pelo (16) 99721-6005.

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