Copa vira amiga das escolas

Em ano atípico no calendário escolar, evento esportivo aproxima futebol e conhecimento

iG Minas Gerais | Thiago Nogueira |

Nações. Sala de artes da escola Sérgio Miranda é a maior agitação com a produção de objetos ligados à Copa com materiais recicláveis
PEDRO GONTIJO / O TEMPO
Nações. Sala de artes da escola Sérgio Miranda é a maior agitação com a produção de objetos ligados à Copa com materiais recicláveis

Mundo é tempo de aprender. Por todo o país, a febre do futebol toma conta das escolas, que aproveitam o clima para enriquecer o material didático do dia a dia. “É muito mais divertido assim”, diz o entusiasmado Joseph Henrique Reis, 7, que não parava de colar tampinhas coloridas para formar a bandeira do Brasil.

Ele, os colegas de turma e toda a Escola Municipal Sérgio Miranda, no bairro Tupi, região Norte da capital, estão envolvidos em diversas atividades ligadas ao Mundial, entre pesquisas sobre os 32 países da Copa, produção de peças de artesanato ligadas às cidades-sede e aulas de danças típicas.

Colegas de balé, Ester, Maria Eduarda, Lana, Raíssa, Ketlyn e Esther Lorraine já experimentaram as roupas para dançar tango com os meninos e representar a Argentina em uma festa em maio, quando todos os trabalhos serão expostos em uma feira com a participação de pais e da comunidade. Cada classe foi previamente sorteada para representar os países qualificados para a competição no Brasil. “A turma escolhe um tema do país: culinária, manifestações artísticas, culturais, folclóricas, fauna, flora, curiosidades. A bibliotecária já separou vários arquivos”, explica a coordenadora Carla Cristina Oliveira. No Colégio Santo Antônio, no Funcionários, região Centro-Sul, o projeto é semelhante. As salas de aula também foram divididas para representar cada seleção. Entre as tarefas, os estudantes mais velhos trabalham assuntos futebolísticos, políticos, econômicos, sociais e culturais em diferentes disciplinas. Na área de Educação Física, é hora de suar a camisa no torneio Futsal entre os Países. Já os alunos mais novos, de 6 a 10 anos, trabalham temas ligados à cidadania e de serviços aos turistas. “Estamos elaborando com os alunos uma cartilha para estrangeiros, com mapa, ônibus. Temos que transformar a Copa em algo civilizador. Estamos vendendo um adesivo e, com a renda, comprando bolas para as creches”, conta a coordenadora Maria de Lourdes Lopes.

A influência do futebol na sociedade é tema de debates Construída em uma pequena área da região Centro-Sul de Belo Horizonte, a Escola Estadual Pedro II não tem quadra de esportes, mas nem por isso vai deixar de entrar no clima da Copa do Mundo. Os conceitos do futebol na sociedade, as influências de mercado, os vínculos com a política, as influências psicológicas, comportamental e da moda e toda a cultura do esporte fazem parte do conteúdo pedagógico, principalmente, em ano atípico de Mundial no Brasil. “Qual a origem da Copa, a experiência na sociedade? São feitas críticas, como o legado. Cada sala tem um grupo na rede social, para compartilhar vídeos, produzir textos analíticos”, descreve a professora Cristiane Guieiro, que usa corredores e a sala de educação física para as atividades.

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