Justiça italiana deve decidir futuro de Pizzolato em maio

iG Minas Gerais | RODRIGO FREITAS |

O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, único dos réus do mensalão a fugir do país, terá seu futuro definido possivelmente no mês de maio. Na semana passada, Pizzolato, que está na Itália, sofreu sua primeira derrota desde que foi preso no país europeu. Em parecer encaminhado ao Tribunal de Bolonha, o Ministério Público da Itália recomendou a extradição do brasileiro, condenado a 12 anos e sete meses de prisão.  

O caso será avaliado pelo tribunal bolonhês no mês que vem. A palavra final será dada pelo Ministério da Justiça italiano. Os promotores consideram que o ex-diretor do banco não sofreu um processo político no Brasil, conforme ele alega e que o julgamento ocorreu a contento, mesmo tendo sido feito em apenas uma instância – o Supremo Tribunal Federal (STF). O governo brasileiro encaminhou o pedido de extradição de Pizzolato à Itália em março.

A posição dos promotores da Itália contraria o histórico do país, que, normalmente, costuma recusar a extradição de pessoas com cidadania italiana. Henrique Pizzolato entrou no país com um passaporte falso do irmão, falecido ainda no ano de 1978. Ele foi preso em fevereiro na casa de um sobrinho, em Maranello, no Norte do país, e levado para a prisão em Módena. O ex-diretor do Banco do Brasil pede para cumprir sua pena na Itália e passar o resto de sua vida no país. 

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