Formas de gestão em discussão

iG Minas Gerais | Vinícius Lacerda |

Maestro Fábio Mechetti participa da abertura oficial da conferência
EUGENIO SAVIO
Maestro Fábio Mechetti participa da abertura oficial da conferência

Podem ser cinco, 30, 120 ou até mais o número de músicos para uma orquestra existir. Mas, apesar de eles serem fundamentais para a manutenção do grupo, são necessários outros elementos. Eis alguns: local para ensaios, equipe administrativa, público e, claro, os recursos financeiros para manter todos os itens citados.

Assuntos como esse recebem, pela primeira vez no Brasil, atenção exclusiva com a realização da Conferência Internacional Multiorquestra: Talento, Gestão e Impacto. No evento, que se inicia amanhã e segue até quarta feira, no Palácio das Artes, estarão presentes gestores e músicos britânicos e brasileiros para discutir procedimentos em torno da administração de orquestras e para trocar experiências de modelos adotados no Brasil e no Reino Unido.

“A ideia é discutir modelos de gestão”, comenta o diretor de artes do British Council, Luiz Coradazzi. No Brasil, conta ele, a maioria das orquestras é mantida pelo governo, seja ele municipal, estadual e federal, e esse padrão não fomenta a continuidade do trabalho.

A opinião de Coradazzi é compartilhada pelo presidente do Instituto Cultural Filarmônica de Minas Gerais, Diomar Silveira. “Quando os governantes mudam, as pessoas responsáveis pela administração das orquestras também mudam. Isso não é benéfico para um grupo”, diz.

Por isso, a importância da experiência da Filarmônica, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), um modelo bem-sucedido que se baseia na parceria público-privada e que pode ser seguido por outras orquestras mundo afora.

Outro assunto que encabeça as palestras programadas diz respeito à baixa audiência nos espetáculos, o que, aparentemente, não é uma situação vivenciada apenas no Brasil. “Acredito que isso seja um desafio mundial. O público de orquestra passa por um processo de envelhecimento. É preciso que as orquestras parem de pensar em fazer apenas grandes temporadas e saiam de sua zona de conforto”, diz. 

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