Aos 36 anos, Fábio Júnior, ex-América, aguarda propostas para jogar

Após passagem pelo Minas Boca, de Sete Lagoas, o centroavante está sem clube, mas ele nem pensa em se aposentar

iG Minas Gerais | BRUNO TRINDADE |

ESPORTES - GOLEIRO FABIO INAUGURA ACADEMIA NO CIDADE NOVA 

FOTO: DENIILTON DIAS / O TEMPO 24.04.2014
ESPORTES - GOLEIRO FABIO INAUGURA ACADEMIA NO CIDADE NOVA FOTO: DENIILTON DIAS / O TEMPO 24.04.2014

Os torcedores de Minas Gerais estão sentindo a falta do atacante Fábio Júnior nos gramados. Até porque ele jogou pelas três maiores agremiações do Estado, fez gols e conquistou o carinho e o respeito das torcidas de Atlético, Cruzeiro, América e, recentemente, do Minas Boca, de Sete Lagoas, por quem disputou o Campeonato Mineiro.

Apesar dos seus 36 anos, o centroavante ainda não pensa em pendurar as chuteiras. Sem clube, Fábio Júnior analisa sondagens, aguarda propostas e pensa em jogar por mais duas temporadas. Presente no lançamento de uma academia do goleiro Fábio, do Cruzeiro, o ex-jogador do Coelho afirmou que não vê a hora de entrar em campo novamente e voltar a marcar.

Ele não sabe quando isso vai acontecer, porém, uma coisa é certa: como é Mineiro de São Pedro do Avaí, distrito de Manhuaçu, ele tem muito orgulho de ter atuado pelos três grandes clubes de Minas Gerais e por ter chegado à seleção brasileira.

 

Confira a entrevista exclusiva com Fábio Júnior.

Como você está depois desse Campeonato Mineiro, em que disputou pelo Minas Boca, de Sete Lagoas? Está jogando ou se aposentou?

“Estou tranquilo, me dedicando esse mês sem jogar para levar e buscar meus filhos na escola, e fazer coisas de rotina que há muito tempo eu não fazia.  Mas eu não parei de jogar não, tirei apenas um período para descansar, depois da empreitada lá no Minas Boca, que foi um pouco complicada, todo mundo acompanhou. Agora estamos definindo algumas situações para voltar a atuar, voltar a fazer gols que sempre fiz e sempre gostei.

Como foi a experiência no Minas Boca?

Pra mim foi tudo muito novo, depois de quatro anos no América, chegar em um clube que tinha acabado de subir. A gente sabe que as dificuldades são maiores para esses clubes do que para equipes que já estão há mais tempo na primeira divisão. Falta muita coisa, enfim, as pessoas tentaram fazer o seu melhor, mas no final as coisas não aconteceram do jeito que todos queriam. Foi uma experiência profissional e de vida, que vai deixar recordações também. Agora é tocar o barco pra frente, dar continuidade na carreira. Os torcedores mineiros já estavam acostumados a ver o Fábio jogando e fazer gols. Espero que nos próximos dias ou nós próximos meses eu possa acertar com alguma equipe para voltar a trabalhar o mais rápido possível e fazer aquilo que eu mais gosto.

Já tem alguma proposta, algum clube interessado?

Na verdade, só tem sondagens de alguns clubes, a gente está ouvindo e analisando também. Mas tenho certeza de que o que for melhor vai acontecer e, mais cedo ou mais tarde, estarei de volta aos campos jogando futebol.

Quais são as suas pretensões ainda no futebol?

A gente sempre planeja algumas coisas e eu tenho os meus planejamentos. Graças a Deus não tenho muito o que pedir, porque tudo que eu sempre sonhei, graças a Deus, eu consegui conquistar, tanto profissionalmente quanto pessoalmente. É o meu sonho desde criança, eu jogo futebol porque eu sempre gostei de jogar futebol. Sempre procurei honrar a minha profissão da melhor maneira possível. Enquanto tiver força, tiver aguentando treinar e jogar vou fazer, porque é o que eu escolhi.

Com quantos anos você está hoje?

Hoje estou com 36 anos, mas com o corpo de 20 (risos)

Até quando você pretende jogar?

A gente faz um planejamento na nossa vida. Eu tinha planejado de terminar a minha carreira com 37, 38 anos e não estou muito longe disso. Também temos que dar espaços para os garotos que estão surgindo, que não são poucos, muito bons jogadores vem aparecendo. Nos próximos dois anos, com certeza, eu estarei jogando.

Depois que se aposentar, você pensa em continuar no meio do futebol ou estuda atuar em outra profissão?

Vou esperar quando chegar o momento pra decidir. Mas é lógico que a gente não consegue afastar totalmente porque é o que fizemos durante a vida toda, não tem como afastar completamente do esporte, do futebol. Provavelmente eu estarei investindo também em alguma área ligada ao esporte e paralelamente fazendo outras coisas que a gente provavelmente vai ter quando parar. 

Você é natural de onde?

De Manhuaçu. Na verdade, sou de São Pedro do Avaí, que pertence a Manhuaçu. Sou mineiro mesmo.

Apesar de ter jogado por vários clubes ao redor do mundo, você criou raízes em Belo Horizonte?

Desde a primeira vez que vim para Belo Horizonte jogar, no Cruzeiro em 1997, fixei residência aqui em Belo Horizonte e não pretendo sair de maneira nenhuma. Sou um jogador privilegiado por ter conseguido jogar pelos três grandes clubes da capital. São algumas coisas que agradam algumas torcidas, mas que desagradam outras (risos). Brincadeiras à parte, me sinto realizado. Muito feliz por jogar pelos três grandes clubes do meu estado, que é uma coisa que eu não imaginava.

Olhando pra trás e vendo que atuou por alguns clubes espalhados pelo mundo, o fato de ter jogado pelos três maiores clubes de Minas Gerais – América, Atlético e Cruzeiro - é  um orgulho que você carrega?

Sem dúvida nenhuma, esses três clubes foram os principais da minha carreira. Esse é um dos maiores orgulhos que eu tenho de ter jogado nos três maiores clubes do estado. Também é um orgulho muito grande ter chegado à seleção brasileira. Na minha época, as coisas eram muito mais complicadas, porque sair do interior e chegar à seleção não é fácil. São coisas que vão ficar marcadas. Durante a minha carreira toda, tenho coisas muito bacanas para poder lembrar. Ainda vão vir boas lembranças porque vou jogar por mais uns dois anos. Então é comemorar a minha trajetória, estou muito feliz com ela até o momento. Espero dar continuidade na carreira nos próximos anos até o encerramento da minha carreira.

Depois de jogar pelos três grandes clubes Minas Gerais, para quem você torce?

(risos). Todo mundo sabe, está nas entrelinhas. Tenho muito carinho pelos três clubes. A minha linha de trabalho sempre foi de muito respeito, independentemente de onde estivesse jogando, sempre respeite todos os adversários. Acho que é por isso que hoje eu tenho o respeito não só da torcida do Cruzeiro, como também de Atlético e América. As pessoas tem carinho por mim. O respeito tem que existir e vai existir sempre.  

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