Fiemg cobra de ministro fim de subsídio à gasolina

Titular do Desenvolvimento ouviu apelos dos empresários

iG Minas Gerais | Juliana Gontijo |

Ministro Mauro Borges esteve ontem com empresários na Fiemg
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Ministro Mauro Borges esteve ontem com empresários na Fiemg

A política de segurar o preço da gasolina, medida que tem prejudicado o setor sucroalcooleiro, foi uma das reclamações feitas durante o encontro de empresários, representantes de vários setores da indústria mineira e o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Mauro Borges, nessa sexta, na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Os produtores de cana querem melhor política pública para o setor.

Outra reclamação veio do setor têxtil. O presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis de Malhas no Estado de Minas Gerais (Sindimalhas-MG), Flávio Roscoe, pediu mais atenção do ministério no que diz respeito ao processo antidumping contra a China. “Eu pedi apoio político. O que o nosso setor quer é implementar as medidas antidumping. O pedido será protocolado dia 30 de abril”, diz.

De acordo com o dirigente, 55% do mercado brasileiro de malha de poliéster já é dominado pela China, situação que prejudica, em especial, os principais polos produtores, como Santa Catarina, Minas Gerais e São Paulo. “Até 1995 o Brasil era o maior produtor do mundo. Hoje, não somos nem um décimo dos chineses”, reclama.

Além das demandas específicas dos setores, o ministro ouviu dos dirigentes da entidade sobre a necessidade de uma política industrial clara, que de fato colabore para o fortalecimento do setor, que se encontra em situação delicada, com produção oscilante.

Borges também ressaltou que foi marcado para a próxima terça-feira um novo encontro entre os representantes dos governos do Brasil e da Argentina para discutir as linhas de crédito do Brasil para a Argentina, destinadas a reativar o comércio bilateral que contará com a participação de representantes das montadoras. Ela aposta que na terça-feira haverá um acordo, já que as propostas estão bem estruturadas. “A proposta brasileira está completa do ponto de vista técnico e operacional”, diz. Ele fez questão de ressaltar que a proposta de crédito contempla não só o setor automotivo, que representa 50% deste comércio, mas todos os setores. “Uma vez estabelecido o acordo, o curso normal do comércio se dará rapidamente, no máximo, em um mês”, frisa.

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