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Ruínas maias datam do século III e IX a. C.; Chichén Itzá é maravilha do mundo moderno

iG Minas Gerais | Paulo Campos |

Chichén Itzá: ruínas estão preservadas
Marcela Martins/Divulgação
Chichén Itzá: ruínas estão preservadas

Você assistiu a “Apocalypto”, de Mel Gibson? Pois deveria, antes de embarcar para Cancún. Uma das facetas da região é mergulhar na cultura maia, em sítios arqueológicos como Chichén Itzá e Tulum.

Na península de Yucatán, a 180 km ou a duas horas e meia de Cancún, na província de Quintana Roo, existem aproximadamente 2.000 sítios arqueológicos, mas o território maia, de 2.500 km², englobava parte do México, Belise, Honduras, Guatemala e El Salvador.

Chichén Itzá, onde está a pirâmide, era a capital do império maia, uma cidade que é, segundo os guias locais, uma mistura de matemática, calendários, religião e geometria. Os 25 km² exibem construções de porte gigante, em homenagens ao deus da chuva, Chac, e à serpente emplumada Kukulcán.

No equinócio da primavera, um jogo de luzes e sombras faz com a serpente desça os degraus da escadaria da pirâmide. Igualmente surpreendente é a propagação do som.

No conjunto, os prédios mais interessantes são o castelo, com 24 m de altura, o templo dos Guerreiros, com dezenas de colunas, o observatório, com estrutura circular, e o cenote sagrado, onde virgens eram oferecidas aos deuses. Os cenotes, sagrados para os maias, são rios subterrâneos formados pelas águas das chuvas. A boca de cada cenote tem 60 m de diâmetro por 32 m de profundidade.

Tulum

Como não é possível conhecer todo o território pré-hispânico, continue o passeio por Tulum, a 130 km ou 45 minutos de Playa del Carmen. Do tamanho de 11 estádios de futebol, as ruínas estão, literalmente, debruçadas sobre o mar, em um precipício de 12 m. Por uma escadaria, pode-se descer à praia. Tulum, palavra que significa “lugar amurralhado”, funcionou como centro cerimonial, astronômico e comercial até 1200 anos d.C.

As ruínas estão em frente ao segundo maior recife do mundo. São 6 km de extensão, mas apenas 400 m estão atualmente abertos à visitação. Os destaques são o castelo, a maior de todas as construções, mas já existiram ali no passado outros cinco palácios. A maioria dos templos não pode ser visitada por dentro, portanto não é possível contemplar os afrescos que retratam o cotidiano dos maias.

Tulum, que provavelmente data do ano 364 a.C., conforme comprovado por dois aeróglifos encontrados na região, foi fundada em uma época em que os maias travavam guerras, o que explica os inúmeros túneis e torres de vigia no local. No apogeu, a cidade chegou a ter 35 mil habitantes. Plataformas de pedra demarcam onde existiram casas dentro e fora da cidade amuralhada.

Ruínas

Chichén Itzá 

As ruínas abrem das 8h às 17h. Os passeios, saindo de Cancún, custam a partir de US$ 72, com direito a almoço.

Tulum*

Única ruína à beira-mar, abre das 8h às 19h.

Coba*

Lá encontra-se a pirâmide mais alta do império maia no México, Nohoch Mul, que é a única na região em que o visitante pode subir seus 110 degraus e, do alto, admirar a imponente selva que a rodeia.

*Tour conjunto custa a partir US$ 69; criança paga US$ 49.

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