Servidores da saúde de Betim decidem manter paralisação

O grupo resolveu continuar com o movimento, já que não houve avanço na proposta de reajuste parcelado de 7% oferecida pela Prefeitura de Betim

iG Minas Gerais | Flávia Jardim |

Os servidores da saúde de Betim decidiram nesta sexta-feira (25) continuar com os serviços paralisados até a próxima quarta-feira, 30. Em assembleia na Praça do Brasileia, a categoria, que já estava com os braços cruzados desde o dia 23, resolveu continuar com o movimento, já que não houve avanço na proposta de reajuste parcelado de 7% oferecida pela Prefeitura de Betim.

Nesta semana, cerca de 2.000 profissionais da saúde e da educação, que também estão em greve por tempo indeterminado, se uniram para protestar na sede do governo.

Segundo a diretora do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sind-Saúde), Berenice de Freitas, a proposta oferecida pela prefeitura não atende à categoria. “O governo fala que não tem como avançar na proposta, mas, ao mesmo tempo, estamos vendo diversas denúncias de corrupção e de desvio de recursos públicos municipais sendo divulgadas.

Então, os servidores consideram que tem como avançar na proposta de reajuste e no aumento do Cartão Cesta Servidor. Não queremos um governo que privilegie a minoria e os amigos, mas sim um governo para toda a cidade e para os trabalhadores”, afirmou.

Escala mínima De acordo com a sindicalista, devido à paralisação, as Unidades de Atendimento Imediato (UAIs) estão funcionando só com escala mínima de funcionários. “Nosso objetivo com essa escala é não deixar a população desassistida nas unidades de urgência. Já em relação às unidades básicas de saúde, muitas estão sem funcionar, como as dos bairros Cidade Verde, Laranjeiras, Alvorada e Petrópolis”.

Em nota, a prefeitura informou que, na reunião desta semana com os sindicatos, foi mantida a proposta de reajuste de 7%, mas o parcelamento foi modificado para 3% em maio (retroativo a abril) e 4% em agosto, e não em outubro, como havia sido proposto inicialmente.

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