Gols mais bonitos das Copas: Azteca se rende a Manuel Negrete

Em 1986, volante do Pumas protagonizou um dos mais belos gols da seleção mexicana em Mundiais após passe refinado de Javier Aguirre, "El Vasco"

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

REPRODUÇÃO/CENTRAL DEPORTIVA
"Manolo" confessa que vive do gol marcado em 1986 até os dias de hoje

Em 1986, a Copa do Mundo voltou a ser disputada no México. Aquele seria o Mundial de Diego Maradona. "El Pibe de Oro", comandou a seleção hermana rumo ao bicampeonato, mas os anfitriões do torneio não fizeram feio. Pelo contrário, encantaram o mundo com um futebol bastante veloz e dinâmico. Na primeira fase do torneio, a equipe capitaneou a liderança da chave B após vencer Bélgica e Iraque, além de empatar com o Paraguai. Dentre os grandes nomes daquela equipe estavam jogadores como Quirarte e o atacante Hugo Sánchez, aquele mesmo que fez história com a camisa do Real Madrid no fim da década de 1980.

Mas aquela seleção também tinha outro nome, Manuel Negrete Arias. No dia 15 de junho de 1986, o estádio Azteca estava tomado. Mais de 114 mil pessoas lotaram as dependências da mística arena para ver o México bater a Bulgária por 2 a 0 e avançar às quartas de final da Copa do Mundo. Foi aí que surgiu Manuel Negrete, o "Manolo". Aos 34 minutos do primeiro tempo, ele recebeu um passe açucarado de Javier Aguirre "El Vasco". Com um marcador búlgaro na sua cola, o volante do Pumas não pensou duas vezes. Emendou um belo voleio no cantinho do gol defendido por Mihailov. Golaço para explodir o Azteca!

"Você não imagina como foi incrível ver aquela bola entrando, ver a reação das pessoas. O Azteca se colocou de pé. Todos os cento e tantos mil que foram ao estádio se levantaram ao mesmo. Foi como se eu mesmo tivesse acionado um botão", relembra Manolo, em entrevista ao site mexicano "Central Deportiva".

Veja o gol: 

O México ainda ampliaria sua vantagem na segunda etapa com um tento do zagueiro Servin. Nas quartas de final, a seleção mexicana enfrentaria seu maior desafio no torneio. Com bastante raça, a equipe segurou a poderosa Alemanha Ocidental. O 0 a 0 no placar levou a partida para a disputa de pênaltis. Negrete abriu a contagem para o México, mas seus companheiros não tiveram a mesma sorte. Quinarte e Servin erraram e a Alemanha de Schumacher, Lothar Matthaüs, Felix Magath e Rummenigge foi letal. Quatro acertos e a classificação às semifinais.