Assembleia para discutir violência na Pampulha termina sem acordo

Aproximadamente 100 moradores se encontraram na quinta-feira (24), com deputados e Comissão de Segurança Pública

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

População debateu com a Comissão de Segurança Pública a violência nos bairros Jaraguá e Dona Clara
DIVULGAÇÃO / ALMG
População debateu com a Comissão de Segurança Pública a violência nos bairros Jaraguá e Dona Clara

Mais de 100 moradores da região da Pampulha compareceram a uma audiência pública com a presença de deputados federais e Comissão de Segurança Pública, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, na quinta-feira (25), para cobrar do governo mais segurança na região. No entanto, após horas de discussão, o encontro terminou sem uma solução.

Moradores cobram do governo a instalação de uma Área Integrada de Segurança Pública (AISP) no bairro Dona Clara, em um terreno cedido pela Prefeitura de Belo Horizonte. Para isso, a população espera que a verba disponível do Orçamento da União seja usada.

O deputado federal Domingos Sávio (PSDB-MG) garantiu que uma emenda ao Orçamento da União, apresentada por ele, já foi aprovada, no valor de R$ 800 mil. “Esse recurso está reservado para a segurança dessa região, e poderá ser utilizado para a construção da AISP. Além dessa emenda, me comprometo a incluir no próximo Orçamento mais um investimento de R$ 1 milhão, também para a Área Integrada de Segurança Pública, caso seja necessário”, disse o parlamentar. Domingos Sávio também criticou o fato de o Orçamento da União destinar apenas 0,8% para a segurança pública.

O secretário municipal de Gestão Administrativa, Hipérides Dutra de Araújo Atheniense, explicou que um terreno de 1.118 m² foi cedido, em 1999, pela prefeitura para o Estado, com o propósito de construir a 18ª Companhia da Polícia Militar. Em 2005, o decreto municipal 12.020 renovou a concessão, até 2015, desse terreno, que fica na rua Orozimbo Nonato com a divisa do parque Dona Clara. “Por força da Lei de Licitações, somos obrigados a fazer aditivo estabelecendo prazos, mas eles são renovados periodicamente”, afirmou.

O vereador Edvaldo Piccinini Teixeira que também participou da assembleia acredita que o papel de quem fica detido mudou de lado atualmente. “Estamos presos nas nossas casas, enquanto os bandidos estão nas ruas - prontos para fazer maldades - e ficam totalmente impunes. Precisamos de imediato dessa construção, que vai fazer com que os policiais militares e civis trabalhem integrados”, disse o político.

Com ALMG

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