Mãe de dançarino assassinado recusa convite do governador do Rio

"Eu não vou ao Palácio (Guanabara). O governador está querendo se projetar em cima da imagem do meu filho" disse a auxiliar de enfermagem Maria de Fátima

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Brasil - Rio de Janeiro - RJ - 23/04/2014
O laudo do Instituto Medico-Legal (IML) mostrou que ele foi morto por causa de uma perfuracao no pulmao e, segundo ela, Douglas tinha marcas de cortes, agressoes e pisadas de bota. De acordo com Maria de Fatima, moradores relataram ter ouvido Douglas gritar, como se estivesse sendo torturado, entre o final da noite do dia 21 e o inicio da madrugada do dia 22

FOTO: Fernando Frazao/ Agencia Brasil
Brasil - Rio de Janeiro - RJ - 23/04/2014 O laudo do Instituto Medico-Legal (IML) mostrou que ele foi morto por causa de uma perfuracao no pulmao e, segundo ela, Douglas tinha marcas de cortes, agressoes e pisadas de bota. De acordo com Maria de Fatima, moradores relataram ter ouvido Douglas gritar, como se estivesse sendo torturado, entre o final da noite do dia 21 e o inicio da madrugada do dia 22 FOTO: Fernando Frazao/ Agencia Brasil

A auxiliar de enfermagem Maria de Fátima Silva, mãe do dançarino Douglas Rafael Pereira, o DG, disse nesta sexta-feira (25), que recebeu nesta manhã ligações de assessores do governo do Estado para se encontrar com o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) no Palácio Guanabara, mas recusou o convite.

"Eu não vou ao Palácio (Guanabara). O governador está querendo se projetar em cima da imagem do meu filho. Mas eu não vou deixar nenhum político fazer isso. Existem outros crimes iguais ao do meu filho que não foram solucionados, como o da servente Cláudia (que teve o corpo arrastado por uma viatura da Polícia Militar), o do Amarildo, e o do filho da Ciça Guimarães e da engenheira Patrícia Amieiro", afirmou.

Maria de Fátima disse ainda que vai se encontrar com representantes da ONG Anistia Internacional, em São Paulo, a fim de pedir ajuda para que a morte de DG não fique impune. "Também vou pedir auxílio para que o projeto das UPPs seja reformulado, para uma polícia transparente e também para a implantação de uma ouvidoria digna nas comunidades. Está virando 'Mortal Kombat' nas comunidades pacificadas. A população está sendo encarada como inimiga (da polícia)", completou.

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