A queda de Autuori

iG Minas Gerais |

Por que Paulo Autuori foi demitido? Não estava agradando à torcida ou ao presidente? Se a torcida tiver essa força toda para derrubar um treinador, tem que ter também a responsabilidade para ajudar o clube a saldar os seus compromissos financeiros. Uma gestão compartilhada. Mas não foi isso. Alexandre Kalil está tentando fazer alguma coisa para evitar que o time seja desclassificado da Libertadores. Com a troca no comando, ele espera mexer com os jogadores. As derrotas por dois gols do time de Cuca no ano passado não traziam tanta preocupação quanto a derrota por um gol do time de Autuori. Apesar de ser um técnico vitorioso, Paulo Autuori não conseguiu fazer o Atlético jogar. O time não fez uma partida sequer que agradasse à maioria. Muito se falou da má-fase de alguns jogadores, das contusões e da falta de ritmo de alguns. Autuori deixou claro, o tempo todo, que não iria reclamar, e sim, trabalhar com o que tinha. As comparações com o antecessor sempre foram inevitáveis. Não é fácil assumir um time vitorioso. Sei que a torcida do Atlético gostou da demissão, pois, desde o início, a pressão era grande. Não gosto da contratação de treinador para resultado imediato, prefiro trabalhos de médio e longo prazos.

Satisfeitos. Os jogadores do Atlético estão fazendo o estilo politicamente correto, mas, no fundo gostaram da demissão. O time tem uma forte característica ofensiva, e mudar a forma de jogar não agradou, principalmente aos atacantes. Consertar o sistema defensivo comprometendo o ofensivo foi o grande erro de Autuori. A missão do futuro treinador não será tão mais fácil.

Roupa nova. O Cruzeiro apresenta hoje a nova camisa para a temporada 2014. O sucesso nas vendas vai depender do desempenho do time. A permanência na Libertadores é um fator importante. Antes mesmo de ver o produto, já tem torcedor reclamando do preço, que deverá ser um pouquinho maior do que o normal. Mas, se for bonita e o time estiver bem, nada impede.

Coelho. Estou gostando do ambiente e do clima de otimismo que cerca o América neste início de Brasileiro. Para que cresça a esperança, é fundamental uma vitória amanhã contra o Ceará, no Independência. Obina, Tchô e Mancini podem se transformar nos maestros de um time cotado a entrar para a história do Coelho.

História. Visitei o Museu do Futebol no feriado de Semana Santa. Uma festa. Mais de 500 visitantes por dia. Gente de várias lugares do país. Quase o dobro da média diária. Uma ótima sacada. Só espero que não pare por aí. O museu precisa crescer. Senti falta de uma loja de produtos dos times mineiros. Podem investir, que tem público garantido. Futebol está no sangue.

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