Para Waldir Teixeira, medida gera prejuízo e põe contas em risco

Pelo projeto, aprovado a toque de caixa pelos vereadores a pedido do prefeito no ano passado, apenas 10% dos leitos serão destinados a pacientes de Betim

iG Minas Gerais | Da Redação |

O terreno que será doado para a Unimed possui mais de 30 mil metros quadrados e fica às margens da avenida Marco Túlio Isaac, em área bastante valorizada da cidade. Conforme a proposta, a operadora deverá construir uma unidade com infraestrutura para abrigar 300 leitos, sendo que boa parte deles será de alta complexidade, ou seja, o atendimento básico, aquele de que a população mais precisa, não será contemplado pela operadora.

Pelo projeto, aprovado a toque de caixa pelos vereadores a pedido do prefeito no ano passado, apenas 10% dos leitos serão destinados a pacientes de Betim, pois, dentro da região metropolitana, a população do município tem essa representatividade.

Portanto, mesmo que fosse construído em outro município, mas destinado a atender os segurados da Unimed, não haveria qualquer impacto diferente.

Em termos de geração de empregos, argumenta o vice-prefeito Waldir Teixeira, Betim importa mão de obra especializada para o sistema público em mais de 50%.

“Novamente, o novo hospital teria pouco a contribuir, pois a cidade não tem médicos, enfermeiros e especialistas. Mais de 85% da mão de obra especializada do setor de saúde vêm de Belo Horizonte e de Contagem”, disse.

Para Teixeira, a decisão de Carlaile coloca um ponto final no plano de austeridade que foi traçado para recuperar as finanças do município. “Em pouco mais de um mês, conseguimos elaborar um plano que colocaria em ordem as finanças municipais. Carlaile concordou, mas voltou atrás por pressões de amigos e familiares. Temo que será difícil manter ordem na casa em situação tão extrema e sem finanças para pagar fornecedores e servidores. Betim, sem austeridade, corre muitos riscos. Hoje, o prédio da prefeitura voltou a ficar lotado de descontentes que não estão trabalhando.As contrapartidas sociais foram canceladas, e quem ganha com isso não é a nossa infância, com 23 mil meninos não atendidos. Quem será sacrificada é a população. A folha está inchada, não tem assim condições de um reajuste correto”, disse o vice, que ainda lembrou que as medidas solucionariam a dívida do Ipremb, que, atualmente, geram mais de R$ 4 milhões em juros e correções monetárias.

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